segunda-feira, 2 de novembro de 2026

BOLETIM 10 - ANO XXI - OUTUBRO DE 2026

 A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO

Destaques: CDJor denuncia quase sete mil ataques à imprensa no segundo turno das eleições. Veículos e profissionais são agredidos e intimidados em SP, BA, DF, RJ, PA e SC. ONG divulga lista mundial dos “predadores da imprensa”. RSF revela mais de 160 assassinatos de jornalistas no México em duas décadas. Fórum argentino envia à ONU relatório que condena o presidente Milei.

NOTAS DO BRASIL

São Paulo (SP) I – O monitoramento da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) revela que a violência contra a imprensa ganhou força nas redes sociais após o primeiro turno das eleições de 2026. Entre 5 e 17 de outubro, foram identificados 6.901 ataques a jornalistas e veículos de comunicação no X e no Instagram, uma média de cerca de 531 agressões por dia. Os dados fazem parte do quinto levantamento da CDJor, realizado pelo Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Desde o início do monitoramento, em 16 de agosto, a média diária de ataques cresceu 182,6%, evidenciando como a violência digital contra a imprensa se intensificou ao longo da campanha eleitoral. Dos registros identificados no início do segundo turno, 4.307 ocorreram no Instagram e 2.594 no X. A violência também alcançou um número maior de profissionais: 142 jornalistas foram atingidos, o maior contingente entre os cinco levantamentos realizados até então. Além deles, 152 veículos de comunicação apareceram entre os alvos, destacando-se o Grupo Globo. No Instagram, a TV Globo recebeu 530 ataques, seguida pelo jornal Folha de S.Paulo (238), GloboNews (205), Estadão (167) e O Globo (134). As mensagens frequentemente buscavam desacreditar a cobertura jornalística por meio de acusações de parcialidade, insultos e ataques pessoais. Entre os profissionais mais atingidos no Instagram estavam Míriam Leitão, com 131 ataques, e Renata Lo Prete, com 65. O levantamento também identificou ofensas misóginas e mensagens de incentivo à violência física e à morte, demonstrando que parte das agressões ultrapassou as acusações de parcialidade e atingiu diretamente a segurança das profissionais. Antes do primeiro turno, entre 16 de agosto e 4 de outubro, a CDJor identificou 14.182 ataques contra jornalistas e veículos de comunicação no X e no Instagram. A violência se intensificou com a aproximação da votação. A média diária passou de 188 ataques no início da campanha para 327 nos oito dias que antecederam o primeiro turno, um crescimento de aproximadamente 74%. Ao todo, foram analisadas cerca de 3,7 milhões de publicações e comentários nas duas plataformas.

Sorocaba (SP) - A Ponte Jornalismo sofreu intimidação por parte do Ministério Público de SP (MPSP). Em 5 de outubro, o portal havia publicado a reportagem “No inquérito sobre sua morte, artista é alvo de investigação e PMs são vítimas”, em que o jornalista Pedro Stropasolas relata o andamento da investigação da morte de Reginaldo Ferreira Júnior, conhecido como África Menor, por policiais militares. O repórter encaminhou, durante a apuração, um pedido de informações relacionadas ao caso por meio da assessoria de imprensa do MPSP, com a finalidade de retratar diferentes versões sobre os fatos. A resposta chegou após a publicação, em um documento do promotor Antônio Farto Neto que não respondeu às questões formuladas, pois a investigação tramita sob segredo de justiça. Foi além: questionou se a Ponte Jornalismo seria de fato um veículo de comunicação e determinou que o documento fosse encaminhado para o Delegado de Polícia para investigação em conjunto com o inquérito. O promotor faz referência ao veículo como “meio de comunicação desconhecido” e questiona a possibilidade de se tratar de organização “se travestindo de jornalista para buscar informações sigilosas do procedimento em benefício de criminosos”.

Vitória da Conquista (BA) – A jornalista Victória Lôbo, diretora e cofundadora do Conquista Repórter e conselheira da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), e o repórter Afonso Ribas têm recebido, desde 5 de outubro, ameaças e agressões através do Whatsapp, Instagram e X (antigo Twitter). Os comentários xenofóbicos contra a jornalista e o povo baiano, além de ofensas misóginas surgiram depois que o Conquista Repórter publicou um editorial em defesa da reeleição do atual Presidente da República. A partir daí, os dados pessoais da jornalista foram expostos e ela passou a receber, de números desconhecidos, mensagens com ataques racistas e misóginos. Afonso Ribas também foi alvo de ofensas homofóbicas. Nos dias seguintes, os ataques se tornaram ameaças diretas à integridade física da jornalista, e um boletim de ocorrência foi registrado.

São Paulo (SP) II - O jornal O Estado de S. Paulo ingressou em 20 de outubro com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que a Justiça impeça a plataforma Meta de excluir ou bloquear conteúdos jornalísticos publicados no Facebook e no Instagram pelo Estadão. O pedido busca evitar que a plataforma repita o que aconteceu no primeiro turno das eleições, quando ao menos 31 postagens de reportagens do Estadão no Instagram foram excluídas de forma arbitrária. As exclusões afetaram publicações feitas entre as 72 horas que antecederam o dia de votação e as 24 horas seguintes. Os conteúdos excluídos continham desde postagens sobre resultados de pesquisas de intenção de voto, passando por textos sobre deputados eleitos ainda no primeiro turno, entre outros temas.

Rio de Janeiro (RJ) I - O Grupo Globo anunciou em 15 de outubro o desligamento de Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após a divulgação de conversas privadas mantidas pelo executivo com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo a própria Globo, as mensagens, trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025 e às quais a empresa afirma ter tido acesso em 14 de outubro, revelam uma “relação inadequada” de Kachar com um anunciante. Kachar estava há 29 anos no Grupo Globo e ocupava uma posição estratégica na área de mídia. Sob sua responsabilidade estavam a Editora Globo, com títulos como O Globo, Extra, Valor Econômico, Vogue Brasil e Marie Claire, além do Sistema Globo de Rádio, que inclui a CBN. Os diálogos divulgados mostram que a relação entre os dois ultrapassava contatos estritamente comerciais e incluía conversas sobre publicidade, patrocínios, eventos, pessoas de interesse do banqueiro e reclamações relacionadas à cobertura jornalística. Um dos episódios revelados nas mensagens envolve Martha Graeff, então companheira de Vorcaro. O banqueiro procurou Kachar para tentar obter espaço para ela nas revistas da Editora Globo e chegou a pedir uma capa da Vogue Brasil.

Rio de Janeiro (RJ) II - O Brazil Journal anunciou em 22 de outubro o afastamento de Flávio Carneiro da sociedade e de suas funções executivas no veículo. A decisão, que partiu do próprio empresário, ocorre após o vazamento de conversas entre Carneiro e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em editorial intitulado “Um dia triste”, o Brazil Journal escreveu que, “ao longo dos últimos cinco anos, Flávio contribuiu decisivamente para o crescimento comercial e estratégico do grupo”, mas seus diálogos com Vorcaro colocam “em risco a credibilidade do veículo”. Flávio Carneiro tinha participação societária no Brazil Journal por meio de sua empresa Foone. Em 2023, Geraldo Samor, fundador do site, criou a BJ Conteúdo, empresa de vídeos e eventos do Brazil Jornal, e a Foone ficou com 49,86%. Através dessa participação, Vorcaro mantinha contato direto com Carneiro e marcava reuniões com Samor. Segundo apurações, o fundador do Brazil Journal enviava textos que abordavam a atuação do Master para que Vorcaro analisasse e pedisse eventuais correções antes de publicá-los. Vale lembrar que o mesmo Flávio Carneiro era também investidor das publicações IstoÉ e IstoÉ Dinheiro. Em mensagens com Vorcaro, Carneiro chegou a conversar sobre pautas de capa e a exclusão de conteúdos que seriam prejudiciais para o banqueiro. A Entre Investimentos e Participações, dona da IstoÉ Publicações, pertence ao empresário Antônio Carlos Freixo Junior, apontado como operador financeiro de Vorcaro e que atuou como intermediador de repasses financeiros do Banco Master para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a campanha eleitoral à Presidência da República em 2018.

Brasília (DF) – A repórter Débora Sena, do canal Auri Verde Brasil, enquanto entrava ao vivo no jornal matinal, em 30 de outubro, teve seu trabalho interrompido de forma intimidatória pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados. Segundo Débora, os policiais foram chamados por servidores da Câmara e questionaram se a jornalista teria credencial para trabalhar do local.

Rio de Janeiro (RJ) III - A repórter Bette Lucchese e o cinegrafista Henrique Lima, da TV Globo, foram hostilizados por manifestantes pró-Flávio Bolsonaro, durante ato realizado em 24 de outubro. Enquanto trabalhavam para informar a população sobre o ato, eles foram cercados por manifestantes e hostilizados e agredidos verbalmente durante diversos minutos. A equipe de reportagem precisou ser cercada por seguranças e policiais militares enquanto os manifestantes, aos gritos, xingavam a TV Globo, ironizavam os jornalistas e tentavam interferir no seu trabalho.

Belém (PA) - Os jornalistas Lucas Contente e Gustavo Baima, do Portal Cidade 091, foram agredidos fisicamente e tiveram equipamento de trabalho retirado à força em 23 de outubro, no Porto Bom Jesus, enquanto faziam uma reportagem sobre denúncias de descumprimento do decreto que garante gratuidade no transporte intermunicipal para eleitores no segundo turno das eleições. As agressões foram comandadas pelo diretor de operações da Navegação Bom Jesus, Raimundo Rebelo, tio do deputado estadual Luth Rebelo e irmão do ex-prefeito de Breves, Luiz Rebelo, proprietários da empresa de transporte fluvial. Os profissionais foram ao porto para apurar denúncias de que a Navegação Bom Jesus estaria se recusando a conceder passagens gratuitas aos eleitores. Durante a tentativa de obter a versão da empresa, os jornalistas foram expulsos do local. As imagens mostram a equipe sendo hostilizada, o equipamento de trabalho sendo retirado à força e as agressões físicas. Lucas Contente chega a ser derrubado no chão. Os repórteres registraram boletim de ocorrência.

Fortaleza (CE) – A jornalista Inês Aparecida, do podcast As Cunhãs, está sendo processada cível e criminalmente pelo ex-deputado federal e ex-policial militar Capitão Wagner (União Brasil), candidato derrotado ao Senado. As ações questionam comentários feitos pela jornalista em um episódio do podcast, em julho de 2026, sobre a trajetória política de Wagner e sua relação com o senador Cid Gomes. O ex-parlamentar alega ter sido ofendido e cobra reparação por danos morais.

Brusque (SC) - O fotógrafo Vitor de Souza Dias, do Portal Visão Mais, foi hostilizado, durante a cobertura da apuração das eleições, no diretório do Partido Liberal (PL), na noite de 25 de outubro. Ao captar imagens das reações dos presentes durante a apuração, passou a sofrer agressões verbais, sendo chamado de “bandido” e cercado por um grupo de homens, passando em seguida para ameaças físicas. O jornalista só conseguiu deixar o local após ser acolhido por um casal que o levou em segurança para casa.

PELO MUNDO

França – A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou os perfis e rostos dos “33 predadores” que, em 2026, atacaram jornalistas e órgãos de comunicação social através de assassínios, prisões, descrédito, propaganda, entre outros métodos. O presidente dos EUA, Donald Trump, figura ao lado de outros líderes que já constavam de edições anteriores da RSF e que continuaram a utilizar o aparelho do Estado para amordaçar os meios de comunicação, como os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da Nicarágua, Daniel Ortega (juntamente com a esposa, Rosa Murillo); ou da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. No relatório deste ano, figura igualmente o presidente argentino, Javier Milei, que, desde a chegada ao poder em dezembro de 2023, “multiplica os ataques contra jornalistas e meios de comunicação críticos, aos quais acusa regularmente de corrupção, mentiras e manipulação política”. Mais detalhes em https://rsf.org/fr.

México - Com 169 assassinatos nos últimos 20 anos, e 99% desses crimes sem esclarecimento, o país é um dos mais perigosos do mundo para o trabalho da imprensa, revela a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O crime organizado e a corrupção são os principais suspeitos nessa série de mortes de profissionais, o que levou novamente a RSF a reiterar à presidente Claudia Sheinbaum que faça tudo o que for possível para a proteção urgente dos jornalistas. Aquele país, inclusive, criou em 2006 uma unidade especialmente encarregada de investigar os crimes cometidos contra jornalistas, cujo mandato foi ampliado em 2010 para dar origem à Promotoria Especial para Delitos Contra a Liberdade de Expressão. Vinculado ao procurador federal, este escritório tem capacidade jurídica para investigar crimes contra jornalistas, em colaboração com os escritórios dos procuradores e tribunais dos estados. Além disso, desde 2012, um mecanismo federal de proteção foi criado para acolher os jornalistas, sendo que, até 31 de agosto, 701 jornalistas se tornaram beneficiários desse mecanismo.

Israel – As jornalistas Rachel Szor e Yuval Abraham, do +972 Magazine, provocaram a ira do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com suas reportagens sobre o conflito em Gaza. Após o lançamento do documentário Naza, que traz depoimentos de soldados israelenses, Netanyahu chegou até a considerar a possibilidade de retirar a cidadania de ambos os cineastas.

Reino Unido - Na 70ª edição do Ballon d’Or, realizada em Londres em 26 de outubro, o jornalista Christophe Gleizes foi homenageado em um tributo especial. Pouco antes de anunciar os nomes dos jogadores e jogadoras do ano, diante de milhões de telespectadores ao redor do mundo, os apresentadores Kate Scott e Thierry Henry se manifestaram em apoio ao jornalista colaborador das revistas francesas So Foot e Society que está detido na Argélia desde junho de 2025. O momento simbólico buscou transformar um dos eventos mais assistidos do futebol mundial em uma oportunidade de fazer campanha pela libertação de Christophe e pela liberdade de imprensa. Gleizes foi condenado em dezembro de 2025 a sete anos de prisão por simplesmente exercer seu trabalho como jornalista: relatar sobre o clube de futebol JS Kabylie (JSK).

Egito – A comunicadora Lina Atallah, cofundadora e editora-chefe do site Mada Masr, foi libertada em 27 de outubro, mas a justiça ordenou o fechamento do seu veículo, que teve os bens confiscados e recebeu uma multa exorbitante. O regime egípcio continua sua perseguição aos jornalistas independentes, chegando até a colocar toda uma redação, os seis jornalistas do site de checagem de fatos Matsadaash, atrás das grades.

Israel - A polícia de Israel informou em 19 de outubro que prendeu dez suspeitos em uma investigação sobre episódios de violência registrados na Cisjordânia ocupada. Entre os casos estão ataques contra a fotógrafa Heidi Levine, do jornal The Washington Post, e diplomatas europeus. Os nomes dos detidos não foram divulgados. Eles foram levados para interrogatório, segundo a polícia. A Rádio do Exército de Israel informou que todos são cidadãos israelenses.

Argentina - O Fórum de Jornalismo Argentino (Fopea) apresentou uma denúncia à Relatoria Especial das Nações Unidas para a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e de Expressão, na qual alertou para o aumento das agressões contra jornalistas e solicitou uma intervenção junto ao Estado nacional. A denúncia, dirigida ao Relator Especial, Leopoldo Gutiérrez, inclui um relatório sobre a deterioração das condições para o exercício do jornalismo, com especial atenção aos ataques e às declarações do presidente Javier Milei. De acordo com os dados divulgados pela Fopea, os ataques à imprensa aumentaram de 116 em 2023 para 179 em 2024 e 278 em 2025, o maior número anual desde que a organização começou a fazer o monitoramento, em 2008. A entidade afirmou que esse número já foi superado em 2026 e atribuiu ao presidente mais de 60% das agressões registradas no ano até o momento. Um dos pontos centrais da denúncia está relacionado às declarações públicas do presidente contra jornalistas. A Fopea citou uma mensagem de Milei em 6 de outubro na rede social X, na qual ele escreveu: “Torpedo na cabeça dos sicários corruptos do microfone”. Em 23 de outubro, durante o jantar anual da Fundação Faro, o presidente mencionou os jornalistas Hugo Alconada Mon, Carlos Pagni, Paulino Rodrigues, Natalia Volosin e Luis Novaresio, que haviam noticiado o caso $Libra, bradando: “Quem tem que ser queimado na fogueira são os filhos da puta”.

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Fontes: ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br), Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Portal dos Jornalistas (https://www.portaldosjornalistas.com.br/), Jornalistas & Cia (https://www.jornalistasecia.com.br/),  https://mediatalks.uol.com.br, Consultor Jurídico (https://www.conjur.com.br/areas/imprensa), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.eu)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se (portal.comunique-se.com.br), Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), FreedomHouse (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan-ifra.org), Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) (http://www.oas.org/pt/cidh/), Fórum Mundial dos Editores, https://forbiddenstories.org/, https://www.mfrr.eu/, https://www.onefreepresscoalition.com/press e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição: Vilson Antonio Romero (RS)

vilsonromero@yahoo.com.br

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