A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Destaques: Veículos se
livram de censura no ES, AM e DF. Profissionais sofrem ameaças e intimidações
em SP e DF. Mais um repórter assassinado no México. RSF atua pela libertação de
jornalistas na Rússia, Burkina Faso e Argélia.
NOTAS DO BRASIL
Vitória (ES) - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, cassou a decisão da Justiça estadual do ES que havia determinado a readequação editorial de reportagens do Grupo Gazeta, veiculadas em TV, jornal, portal na internet e redes sociais, sobre o indiciamento de dois cirurgiões-dentistas por lesão corporal culposa. O relator constatou que a decisão contraria o entendimento do STF que veda a censura prévia à imprensa. No dia 26 de maio, a TV Gazeta e outros veículos do grupo veicularam reportagem sobre o indiciamento dos dois profissionais (tia e sobrinho) pela Polícia Civil. Eles respondem por lesão corporal culposa (quando não há intenção de causar dano) em três pacientes que relataram deformidades, infecções graves e sequelas permanentes após procedimentos de minilifting facial. De acordo com os autos, a reportagem teve acesso exclusivo ao relatório final da investigação, ouviu vítimas e deu espaço à defesa dos indiciados, inclusive publicando, na íntegra, o posicionamento enviado pelo escritório de advocacia que representa os dentistas. No dia seguinte, a juíza da Vara Plantonista da 1ª Região de Vitória concedeu liminar que obrigava os veículos de comunicação a reescrever títulos, subtítulos e o corpo das reportagens com expressões definidas por ela, como “segundo apuração policial” ou “caso pendente de denúncia”. E também exigia a inserção de nota explicativa no topo dos textos informando que o caso estava em fase preliminar da investigação e que os dentistas exercem a profissão regularmente. Além disso, a juíza determinou a retirada de publicações em redes sociais (reels, shorts, cards) que imputassem crime de exercício ilegal da profissão ou utilizassem vídeos institucionais de forma vexatória, além de vedar novos impulsionamentos pagos sobre os conteúdos.
Manaus (AM) – O portal AM1 se livrou de ação de indenização por danos morais movida pelo médico Luiz Reis Barbosa Júnior, marido da deputada estadual Mayara Pinheiro, por decisão da 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do AM (TJAM). O médico havia ajuizado o processo, com pedido de retirada de reportagens publicadas em 2021, que abordaram denúncia apresentada ao Tribunal de Contas (TCE-AM) sobre a presença do nome do médico na folha de pagamento da Prefeitura de Coari, mesmo residindo em Manaus. As reportagens em questão limitaram-se a noticiar, amparadas em dados obtidos junto a fontes oficiais, a existência de uma denúncia e o andamento de procedimentos fiscalizatórios perante o Tribunal de Contas (TCE/AM).
Brasília (DF) I - A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e sindicatos de jornalistas de todo o País assinaram nota conjunta de repúdio à derrubada de perfis de profissionais e veículos jornalísticos independentes nas redes sociais sem justificativa adequada. As entidades destacam que a ausência dessas vozes nas plataformas digitais afetará drasticamente o acesso à informação e pode impactar diretamente as eleições deste ano. “As plataformas — especialmente a Meta — parecem operar sob uma lógica perversa: primeiro derrubam, primeiro punem e só depois investigam”, escreveram as entidades. A situação é mais grave nas regiões Norte e Nordeste, onde o jornalismo independente cumpre papel fundamental no combate aos desertos de notícias. Na Amazônia, as entidades citam os casos dos jornalistas Adriano Wilkson, do portal Tapajós de Fato, e Mary Tupiassu, do Amazônia no Ar, que tiveram suas contas suspensas sem aviso prévio e a partir de denúncias questionáveis de direitos autorais. No Nordeste, a Rede Cajueira, importante veículo que produz conteúdo com foco regional, teve sua conta no Instagram desativada sem qualquer justificativa adequada.
Rio de Janeiro (RJ) – Seis organizações de defesa da liberdade de expressão e de imprensa (Instituto Tornavoz, Abraji, Artigo 19, Fenaj, Instituto Vladimir Herzog e Repórteres Sem Fronteiras) protocolaram um pedido de ingresso como amicus curiae na Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O processo em trâmite na 17ª Vara Federal discute a responsabilização da instituição religiosa por danos morais coletivos decorrentes da prática de assédio judicial massivo contra profissionais da imprensa. O caso que levou ao ajuizamento da ação envolve o ataque coordenado contra o jornalista João Paulo Cuenca que, após publicar uma crítica em sua rede social em 2020, foi alvo de mais de 140 ações judiciais idênticas movidas por pastores da IURD em Juizados Especiais Cíveis (JECs) espalhados por todo o país. O modus operandi repete exatamente o histórico assédio sofrido pela jornalista Elvira Lobato em 2007, que culminou na sua aposentadoria precoce diante do desgaste de responder a dezenas de processos simultâneos em comarcas distantes.
Brasília (DF) II - O portal Poder 360 se livrou de censura imposta pela justiça baiana sobre uma reportagem abordando suposto conflito de interesses envolvendo advogados que atuam no estado. A matéria, censurada em dezembro do ano passado, revelava que uma delegada da Bahia havia aceitado atuar em um caso em que o advogado de uma das partes já havia defendido essa mesma delegada em outro processo. A reportagem em questão aborda o caso de um divórcio no qual uma das partes acusou advogados envolvidos no processo de fraude processual, incluindo manipulação de elementos e provas fraudulentas, na tentativa de influenciar decisões judiciais. O Sindicato dos Delegados de Polícia da BA solicitou a retirada do texto, sob a justificativa de danos morais, difamação e calúnia. A Justiça acatou o pedido do sindicato e tirou a reportagem do ar. O caso seguiu para o STF, que derrubou a decisão que censurava o texto. O ministro Dias Toffoli declarou que o STF só reconhece a responsabilidade de empresas de comunicação por eventuais danos morais se for comprovada má-fé, o que não é o caso da reportagem do Poder360.
São Paulo (SP) I – A jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal O Estado de S. Paulo, sofreu ataques pessoais, acusações de militância e ofensas misóginas por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e diversos apoiadores após publicar em 20 de junho uma coluna sobre o caso que envolve o Banco Master, Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.
Brasília (DF) III - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou os trabalhos de um novo grupo voltado ao acompanhamento da violência contra jornalistas e comunicadores durante o processo eleitoral de 2026. A primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais ocorreu em 24 de junho. A criação do GT ocorre em meio ao histórico de aumento de episódios de agressões, intimidações e ataques a profissionais da imprensa em períodos eleitorais. O objetivo é analisar ocorrências, identificar padrões de violência e elaborar recomendações para fortalecer mecanismos de proteção ao exercício da atividade jornalística durante as eleições. O grupo funcionará no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, criado em 2023 para acompanhar casos de violência contra profissionais da comunicação, apoiar investigações, produzir diagnósticos e contribuir com a formulação de políticas públicas para a garantia da liberdade de imprensa. Além de representantes do governo federal, o GT contará com a participação de entidades da sociedade civil ligadas à comunicação e à defesa da liberdade de imprensa. Pela composição anunciada, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) será a entidade titular, tendo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como suplente. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) participará como titular, com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) na suplência. Também devem participar instituições convidadas, entre elas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF).
Porto Velho (RO) - O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios ao Sindicato dos Jornalistas (Sinjor-RO), o Tribunal de Justiça (TJ/RO) e o Ministério Público (MPRO) com o objetivo de solicitar dados sobre situações de pressão, intimidações, ameaças à liberdade de imprensa e ações judiciais, além de saber se o estado está preparado para lidar com o tema. O MPF pretende ainda realizar um encontro com representantes da imprensa local para debater a questão. Ao Sinjor, o MPF solicitou informações sobre casos de assédio judicial, relatos de pressões e ameaças sofridas por profissionais da imprensa no estado. Também foi orientado ao sindicato dar ampla publicidade entre seus associados de que o MPF está recebendo comunicações sobre situações de intimidação contra jornalistas, como pressões judiciais coordenadas, ameaças ou múltiplos processos. Foram solicitadas informações ao TJ/RO sobre dados estatísticos e levantamentos sobre ações de indenização por danos morais, queixas-crime ou pedidos de direito de resposta repetitivos contra profissionais da imprensa e comunicadores no estado, especialmente em casos onde há padrões de uso abusivo da Justiça. Caso não haja registros, o MPF pede que o tribunal esclareça se há mecanismos para identificar padrões de litigância abusiva. A investigação em RO foi motivada por uma nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF, que analisa o fenômeno do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores, compreendido como o uso abusivo do sistema de justiça com finalidade de intimidar, silenciar ou restringir a atuação jornalística, especialmente em temas de interesse público. Na nota técnica, a PFDC propõe diretrizes institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas, para garantir a efetiva proteção das liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação na ordem democrática.
São Paulo (SP) II – A TV SBT terá que exibir um vídeo de direito de resposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) no Programa do Ratinho, por decisão do juiz André Cartaxo, da 2ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça (TJ-SP). Em março, Ratinho havia criticado a nomeação da deputada para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. No ar, ele declarou que Erika “não é mulher, é trans.” Na avaliação do magistrado, Ratinho não se limitou a fazer críticas políticas e negou a identidade de gênero de Erika, extrapolando, assim, os limites da liberdade de expressão.
Brasília (DF) IV - O repórter Thalys Alcântara, do Intercept Brasil, foi vítima de uma tentativa de intimidação por parte de um ex-sargento da Aeronáutica, condenado por envolvimento em esquema de jogo do bicho, em Goiás. Em encontro em Brasília, o ex-militar questionou Thalys a respeito de uma reportagem publicada pelo Intercept sobre repasses do Banco Master a empresas de Ronaldo Vieira Bento, ex-agente da Polícia Federal e ex-ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro.
PELO MUNDO
México I – O repórter Luis Ángel López, correspondente policial do jornal Vanguardia, foi morto a tiros na madrugada de 11 de junho quando seu automóvel foi interceptado por indivíduos armados no bairro de Cazones, município de Poza Rica, ao norte de Veracruz. A Procuradoria-Geral abriu inquérito sobre o homicídio.
México II – O jornalista Pedro Montaño recebeu em 9 de junho um telefonema de um homem que se identificou como membro de um grupo criminoso com atuação na região norte de Guerrero e que alegava ter informações pessoais sobre ele , incluindo detalhes de seu endereço residencial e seu número de telefone particular. Além disso, ele exigiu dinheiro do jornalista para evitar prejudicá-lo, avisando-o de que ele e sua família enfrentariam consequências. A organização Artigo 19 emitiu um alerta sobre as ameaças sofridas e acionou o botão de pânico do Mecanismo Federal para a Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos e Jornalistas.
Bolívia - O jornalista e apresentador Nicolás Sanabria foi atingido por pedradas em 16 de junho quando tentava conversar com manifestantes que bloqueavam a estrada entre El Alto e Oruro, na passarela da região de Senkata. O repórter relatou que a situação se tornou violenta assim que ele tentou se aproximar dos manifestantes. O grupo reagiu de forma hostil à sua presença e à sua tentativa de diálogo, jogando-lhe pedras, inclusive causando ferimentos em um dos pés.
França - A cerimônia do 34º Prêmio Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para a Liberdade de Imprensa, concedido durante o 77º Congresso Mundial de Mídia de Informação, em 1º de junho, no Palais du Pharo, em Marselha, reconheceu o fotojornalista birmanês Sai Zaw Thaike (categoria Coragem), o jornalista moçambicano Carlitos Cadangue (categoria Impacto), a jornalista argentina Julia Mengolini (categoria Independência), o jornalista guineense Habib Marouane Camara (Prêmio de Jornalismo Investigativo Africano) e o fotojornalista palestino Abdul Hakim Abu Riash (Prêmio Lucas Dolega-SAIF de Fotografia).
Equador - A TV Ecuavisa denunciou em 19 de junho represálias do governo contra o jornalista Hernán Higuera após ele investigar supostas irregularidades em contratos assinados durante a crise energética de 2024, que envolveriam autoridades de alto escalão. A esposa de Higuera foi demitida de seu emprego em uma empresa pública, enquanto seu filho foi suspenso de seu cargo de estudante de medicina em um hospital da previdência social, motivo pelo qual ele abandonará a investigação, conforme anunciado pelo veículo de comunicação em seu principal telejornal. Higuera publicou reportagens sobre os contratos assinados pelo Governo para a aquisição de geradores para aliviar a crise energética que afetou o país em 2024 com a empresa Progen, sediada nos EUA, e que também estão sendo investigados pelo Ministério Público em um caso de suposto desvio de verbas públicas.
Rússia - A jornalista freelancer da Crimeia, Iryna Danilovych, detida desde abril de 2022, se encontra em condições de detenção desumanas e graves violações de seus direitos fundamentais. Diante de sua saúde debilitada, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e a Human Rights Foundation (HRF), sediada nos EUA, apelaram a seis relatores especiais das Nações Unidas (ONU) para que deem visibilidade ao seu caso. Ela precisa ser libertada. RSF documentou essa “tortura sem vestígios” sofrida pela repórter, que consiste em pressão psicológica e exposição contínua à luz artificial. Danilovytch, que colaborou com veículos de comunicação na Crimeia, como InZhir-media e Crimean Process, atualmente está presa na penitenciária de Zelenokoumsk, no sudoeste da Rússia.
Burkina Faso – O jornalista investigativo Atiana Serge Oulon, diretor do L'Evènement, foi seqüestrado em 24 de junho de 2024 de sua casa na capital Ouagadougou. Em julho de 2024, o presidente Capitão Ibrahim Traoré reconheceu a prisão de um jornalista sob a acusação de divulgar informações falsas, numa aparente referência a Oulon. A Anistia Internacional, a Human Rights Watch, o Observatório de Kisal, o Observatório para a Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos – uma parceria entre a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) e a Organização Mundial contra a Tortura (OMCT) – e a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) estão atuando fortemente pela sua libertação depois que a RSF revelou situações de tortura sofrida pelo profissional na prisão.
Argélia – O jornalista esportivo francês Christophe Gleizes, colaborador da revista So Foot and Society, permanece detido, um ano após sua prisão, apesar de uma mobilização excepcional da sociedade civil, da comunidade do futebol, da mídia e das autoridades locais. Tendo desistido de recorrer ao Supremo Tribunal, Gleizes deposita suas esperanças em um possível indulto presidencial. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lidera uma campanha internacional por sua libertação. Em 29 de junho de 2025, o tribunal de Tizi Ouzou condenou Christophe Gleizes a sete anos de prisão, com mandado de prisão imediata, por “apologia ao terrorismo” e “posse de publicações para fins de propaganda prejudiciais ao interesse nacional”. Essa decisão foi confirmada em apelação em 3 de dezembro de 2025. Ele foi preso em 28 de maio de 2024, enquanto fazia uma reportagem sobre o clube de futebol JS Kabylie, e passou os 13 meses seguintes sob supervisão judicial, proibido de deixar o território argelino.
África do Sul - O jornalista esportivo Julio Ibáñez e o cinegrafista Daniel García , da Televisa Univision Prensa, foram libertados após ficarem detidos por mais de dois meses. Ambos foram presos em 18 de março enquanto trabalhavam pilotando um drone em uma área restrita, como parte da cobertura da Copa do Mundo de 2026. No entanto, as autoridades sul-africanas os acusaram de espionagem e terrorismo, acusações que foram rejeitadas por um juiz nos últimos dias.
Colômbia - A Fundação para a Liberdade
de Imprensa (FLIP) documentou um aumento de 227% nos ataques contra jornalistas
relacionados à cobertura eleitoral, em comparação com o mesmo período de 2022
(18 casos).
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.
Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br), Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Portal dos Jornalistas (https://www.portaldosjornalistas.com.br/), Jornalistas & Cia (https://www.jornalistasecia.com.br/), https://mediatalks.uol.com.br, Consultor Jurídico (https://www.conjur.com.br/areas/imprensa), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.eu)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se (portal.comunique-se.com.br), Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), FreedomHouse (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan-ifra.org), Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) (http://www.oas.org/pt/cidh/), Fórum Mundial dos Editores, https://forbiddenstories.org/, https://www.mfrr.eu/, https://www.onefreepresscoalition.com/press e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.
Pesquisa e edição: Vilson Antonio Romero (RS)
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