segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

BOLETIM 9 ANO VIII

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO

Notas do Brasil
São Paulo (SP) I - A blogueira cubana Yoani Sánchez disse que pode haver “mais mordaças do que regulação” nas leis que fiscalizam a imprensa. O tema foi abordado na manhã de 21 de fevereiro, em encontro promovido pelo jornal O Estado de SP. Observada por 54 veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros presentes no evento, ela avaliou que a questão é perigosa e a comparou a “brincar com fogo”. Sánchez participou de diversos eventos e entrevistas durante sua estada de uma semana no Brasil.

Campo Grande (MS) - A UH News foi condenada a pagar R$ 15 mil a uma funcionária pública da Assembleia Legislativa do MS em razão de matérias consideradas pejorativas publicadas desde 2011. Ela afirma que as matérias não possuem cunho informativo e que se baseiam em ataques pessoais, onde foi afirmado que ela só foi empossada no cargo de assessora parlamentar por estar envolvida sexualmente com um dos deputados.

São Paulo (SP) II - A jornalista Daniela Lima, do jornal Folha de S.Paulo foi xingada e agredida por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do lado de fora do auditório onde era realizada a comemoração pelos dez anos do partido no governo federal. Dirigentes do PT e do Instituto Lula pediram desculpas e lamentaram o episódio. Daniela, que registrava o tumulto dos que não conseguiram entrar no auditório quando começou a ser chutada por um militante e xingada por outros, que estimularam a agressão.

São Paulo (SP) - O blog “Falha de S. Paulo”, uma sátira na internet ao jornal Folha de S. Paulo, deve permanecer fora do ar, atendendo decisão do Tribunal de Justiça paulista. A Folha processou os criadores do site, os irmãos Mário e Lino Bocchini, para impedir o uso de seu logotipo e de nome de domínio semelhante. O blog, que funcionou durante 21 dias em 2010, trazia críticas e piadas sobre a cobertura jornalística do diário paulista, com manchetes e montagens humorísticas. Desde que foi proibido, os blogueiros passaram a usar o domínio www.desculpeanossafalha.com.br para falar sobre o processo e divulgar as mensagens de apoio recebidas.

Brasília (DF) - O Grupo de Trabalho (GT) sobre Direitos Humanos dos Profissionais de Jornalismo realizou em 19 de fevereiro, na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a primeira reunião. O grupo deve começar em abril a analisar denúncias de violência e ameaças sofridas por profissionais de comunicação e a desenvolver mecanismos de proteção a eles. Composto por representantes do Governo e entidades ligadas aos direitos da comunicação, o grupo, criado em outubro do ano de 2012, é vinculado ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH). O GT vai analisar as denúncias de ameaça ao exercício profissional dos comunicadores e encaminhá-las aos órgãos competentes, além de acompanhar os desdobramentos. Inicialmente devem ser analisados cerca de 50 casos, envolvendo ameaças, sequestros e homicídios. O grupo terá seis meses para concluir os trabalhos. O prazo pode ser prorrogado por mais seis meses.

Curitiba (PR) - O jornal Gazeta do Povo foi condenado a se retratar sobre título dado a reportagem publicada no ano passado mencionando o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Além de publicar a retratação, o jornal terá que pagar R$ 10 mil ao senador. Em 30 de julho de 2012, o jornal veiculou título dizendo: “STJ anula denúncia do caso da empregada-fantasma de Requião”. A reportagem abordou decisão do Superior Tribunal de Justiça de anular a denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público Federal em 2006 contra cinco pessoas acusadas de envolvimento em um esquema que desviava salários de funcionários-fantasmas da Assembleia Legislativa do Paraná em 2000 e 2001. Uma das pessoas usadas no esquema, segundo o Ministério Público, foi empregada doméstica da família de Roberto Requião. O jornal afirmou que vai recorrer da decisão por entender que a reportagem foi “suficientemente esclarecedora ao leitor”.

Pelo mundo
EUA I - Uma linha do tempo produzida pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas mostra que, apenas em 2012, o Brasil registrou 16 casos em que os tribunais foram utilizados como instrumentos de censura. Embora a liberdade de expressão seja um direito fundamental garantido constitucionalmente, a via judicial tem se mostrado um meio eficaz de inviabilizar o funcionamento de veículos informativos, especialmente os pequenos, e de calar a crítica de jornalistas e blogueiros no país. A linha do tempo “Censura togada no Brasil” é uma ferramenta interativa criada para o acompanhamento dos episódios de censura ocorridos desde o início de 2012 e será continuamente atualizada.

EUA II - A justiça de Miami, na Flórida, condenou um jornalista haitiano-americano por difamação contra o primeiro-ministro do Haiti. Laurent Lamothe e o empresário Patrice Baker processaram Leo Joseph, repórter do jornal Haiti-Observateur, baseado em Nova York, pela cobertura da venda da empresa de telecomunicações Haitel. Para a Justiça, o repórter publicou comentários “escandalosos” sobre o papel do primeiro-ministro na venda da Haitel. Entre agosto e setembro de 2012, Joseph afirmou que Lamothe e Baker se beneficiaram de maneira imprópria da venda da empresa. Além disso, a Justiça proibiu Joseph de publicar quaisquer informações sobre os autores do processo. O jornalista diz nunca ter sido informado do processo contra ele.

EUA III – A repórter Tara Palmeri, do New York Post, foi ameaçada em 17 de fevereiro pelo ator Alec Baldwin ao questioná-lo sobre uma ação judicial contra sua recente esposa. Baldwin passeava com os seus cães quando foi abordado pela jornalista. O ator a agarrou pelo braço e disse: “Eu quero te sufocar até a morte”. Além disto, fez um comentário racista a um fotógrafo do veículo. Palmeri apresentou queixa contra Baldwin e entregou o áudio da gravação para a polícia como prova da ameaça.

Egito - O jornalista Mohamed El-Sawy, da agência de notícias Masrawy, está desaparecido desde 20 de fevereiro e sua esposa acredita que ele possa ter sido sequestrado. Um dia após o desaparecimento, a esposa do jornalista disse ter recebido um rápido telefonema de El-Sawy, onde ele dizia que tinha sido sequestrado em uma estação de ônibus no Cairo. A linha ficou muda depois que ele disse: “Chame a polícia”. Um companheiro de trabalho de El-Sawy pediu que as autoridades investiguem o caso rapidamente. A polícia afirmou estar tentando localizar o jornalista através de seu telefone celular.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

domingo, 17 de fevereiro de 2013

BOLETIM 8 ANO VIII


A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil
São Paulo (SP) - O Sindicato de Jornalistas Profissionais de SP denunciou em 13 de fevereiro casos em que profissionais de cidades do interior paulista foram ameaçados ou impedidos de exercer a profissão desde o início do ano. A jornalista Elaine Trevisan e o cinegrafista Augusto Pires foram ofendidos por membros da administração municipal e pelo ex-prefeito de Catanduva. Em Araraquara, o fotógrafo Raphael Cruz Pena foi impedido de realizar a cobertura de um evento pelo presidente da Câmara Municipal. O Sindicato também citou a ameaça de morte recebida pelo jornalista Rodrigo Lima, do Diário Regional, feita pelo vereador Cesar Gelsi, de São José do Rio Preto. O jornalista publicou denuncias sobre dívidas fiscais do político.

Rio de Janeiro (RJ) - O jornalista inglês Andrew Jennings, da BBC, foi condenado pela Justiça carioca por danos morais e terá que pagar R$10 mil por denúncias contra Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. A decisão está relacionada à entrevista do inglês ao blog do ex- jogador e deputado federal Romário (PSB-RJ), em agosto de 2011, quando se referiu a Teixeira como corrupto. Jennings revelou que o ex-dirigente era investigado pelo Ministério Público da Suíça por receber cerca de R$ 15 milhões de propina da agência de marketing esportivo ISL para facilitar a transmissão das partidas da Copa do Mundo de 2014.

São Luis (MA) - Uma das testemunhas do processo que investiga a morte do jornalista Décio Sá morreu na madrugada de 13 de fevereiro. O homem de 35 anos, cuja identidade não foi revelada, estava internado sob custódia no Hospital Carlos Macieira (HCM) após ser atingido por sete tiros em um atentado em janeiro. As investigações apontavam que a testemunha conhecia o esquema de agiotagem comandado pelos acusados da morte do jornalista. Repórter de política do jornal O Estado do Maranhão, Décio Sá morreu após ser atingido por seis tiros em frente a um bar da capital maranhense em 23 de abril de 2012. A polícia suspeita que o crime tenha sido motivado por denúncias feitas pelo jornalista em seu blog.

Pelo mundo
França – A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou em 15 de fevereiro o ranking World Press Freedom Index (índice da liberdade de imprensa), que aponta Eritreia, Coreia do Norte e Turcomenistão como os países que menos respeitam a liberdade de imprensa. A pesquisa analisou 179 países, de acordo com sua situação em 2012. O relatório apontou que o ano passado foi o mais mortal para jornalistas. A Síria, quarto país que menos respeita a liberdade de imprensa, foi onde mais profissionais da mídia morreram. Na ponta contrária da lista está a Finlândia, país que mais respeita a liberdade de imprensa. O Brasil caiu nove posições em relação em ano passado por dois motivos. Segundo a instituição, cinco jornalistas foram mortos em 2012 e porque a mídia ainda depende muito de autoridades e jornalistas ainda estão sujeitos a ataques de acordo com suas publicações. O país ficou em 108º lugar.

EUA - ​Um relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) sobre a situação dos jornalistas no mundo em 2012 coloca Brasil e Equador entre os dez países com os piores cenários para a liberdade de imprensa e o México como o país com o maior número de jornalistas desaparecidos no mundo. O caso do Brasil está ligado ao aumento de jornalistas assassinados, que o tornou o quarto país mais letal do mundo para a imprensa, e à inércia do governo brasileiro em solucioná-los. O aumento da censura judicial exercida por funcionários públicos, políticos e empresários também contribuiu para o mau resultado. As recentes leis que afetam a cobertura do processo eleitoral e a política governamental que acirra o embate entre mídia e governo deram ao Equador um lugar na lista. O CPJ também destaca o caso de quatro jornalistas obrigados a se exilar e o fechamento de pelo menos 11 emissoras privadas, em geral críticas ao governo. Já o México, com 12 jornalistas desaparecidos (seguido de Rússia, com oito, e Congo, Iraque e Ruanda, com dois cada) e se mantém com um dos países mais perigosos para a imprensa em razão da violência do narcotráfico.

Iraque – O jornalista Nadir Dendoune, do Le Monde Diplomatique, foi libertado em 14 de fevereiro, depois de permanecer detido desde o dia 23 de janeiro, em Bagdá, por fotografar sem autorização. Segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a libertação de Dendoune só foi possível após o pagamento de uma fiança pelas autoridades francesas.

Egito – O apresentador Abdu Abbas, da emissora de TV estatal Canal 1 foi encontrado degolado em sua casa em 13 de fevereiro, logo após participar de manifestações pelo segundo aniversário da revolução egípcia. A polícia investiga a motivação da morte do apresentador.

Inglaterra I - A emissora pública ITV foi obrigada a pedir desculpas depois de ter exibido sem querer as fotos que mostravam a duquesa Kate Middleton de biquíni. Durante o programa “The Morning”, os apresentadores falavam sobre um assunto que estava na capa da revista italiana Chi, mas esqueceram de cobrir as imagens de Kate, que estava na coluna ao lado. Mais tarde, o apresentador Eamonn Holmes teve de voltar ao ar e pedir desculpas pela falha. A família real britânica criticou a publicação italiana pela divulgação das fotos.

Inglaterra II - A polícia anunciou a prisão em 13 de fevereiro de outros seis jornalistas como parte da investigação do escândalo das escutas telefônicas no extinto tabloide News of the World. Em comunicado, a Scotland Yard afirmou ter identificado uma “nova suposta conspiração para interceptar mensagens de voz” por parte de funcionários do jornal em 2005 e 2006, diferente da que terminou com uma série de acusações formais. São três homens e três mulheres, “jornalistas ou ex-jornalistas”, cujas identidades não foram reveladas.

Somália - O jornalista Daud Abdi foi solto em 12 de fevereiro depois de passar mais de uma semana preso mesmo sem uma acusação formal. Abdi alegou que o governo pretende acusá-lo de “ofender a mulher do presidente”.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.
Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

BOLETIM 7 ANO VIII

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil
São José do Rio Preto (SP) - O repórter de política Rodrigo Lima, do jornal Diário da Região, sofreu ameaças do vereador Cesar Gelsi (PSDB) após matérias que o classificavam como “morto vivo da política” e o incluíam entre autoridades cobradas por impostos atrasados. As intimidações ocorreram em 5 de fevereiro, na Câmara municipal. Durante a sessão legislativa, o politico teria dito a Lima frases como “se eu der no meio da tua cabeça seu cérebro vai abrir”. O vereador acrescentou que morrerá “sossegado no dia em que esse cara estiver azarado”. O repórter registrou boletim de ocorrência.

São João da Barra (RJ) - O empresário Eloy Lopes foi preso em 5 de fevereiro, suspeito de ser o mandante do assassinato a tiros do radialista Renato Machado em 8 de janeiro. Lopes teria tido um relacionamento amoroso com a mulher de Machado, em um período em que o casal esteve separado.

Buritis (RO) - A Rádio Interativa 87,9 FM sofreu um atentado em 2 de fevereiro. Testemunhas que ouviram os disparos chamaram a polícia, mas nenhum suspeito foi encontrado. Os tiros atingiram uma grade, uma parede e o gramado. A polícia recolheu cápsulas de pistola 9mm, de uso restrito.

Pelo mundo
Paraguai - O proprietário da Rádio Sin Fronteras 98.5 FM, Marcelino Vázquez, foi assassinado a tiros em 6 de fevereiro, em frente ao lugar onde trabalhava em Pedro Juan Caballero, perto da fronteira com o Brasil. Testemunhas disseram que, por volta das 19h, dois indivíduos armados abordaram Vázquez enquanto ele saía da emissora e dispararam contra ele a queima-roupa. Os motivos do crime são ainda desconhecidos.

Venezuela - O presidente do Colégio Nacional de Jornalistas, Tinedo Guía, pediu mais proteção aos jornalistas que cobrem o poder legislativo no país. Em 5 de fevereiro, profissionais de diversos veículos foram impedidos de realizar a cobertura de um evento na Assembleia Nacional, em Caracas.

Peru – O apresentador Juan Carlos Yaya Salcedo, da Radio Max, foi baleado em 6 de fevereiro por pelo menos três homens na capital Lima. O jornalista ia para o trabalho em sua motocicleta quando foi atacado e ferido numa das pernas. O jornalista disse desconhecer os motivos do ataque, mas destacou que vinha denunciando uma série de irregularidades cometidas em um distrito da capital peruana.

Inglaterra - A duquesa de York, Sarah Ferguson, foi indenizada e recebeu um pedido de desculpas por ter sido vítima das escutas ilegais realizadas pelo extinto jornal News of the World. Em uma audiência na Alta Corte de Londres foi confirmado que a duquesa, que se casou com o príncipe Andrew, resolveu o caso fora do tribunal com a empresa editora do jornal, que concordou em pagar-lhe uma indenização cujo valor não foi revelado.

Turquia - O Partido Frente Revolucionária de Libertação do Povo (DHKP-C), grupo extremista que reivindicou o atentado contra a embaixada americana na capital Ancara, se desculpou em 8 de fevereiro por ter ferido gravemente a jornalista Didem Tuncay. A jornalista de 38 anos estava em um dos portões de entrada da representação diplomática quando um homem-bomba do partido “se explodiu”.

EUA - O repórter Jeff Chirico, da rede CBS, foi agredido por um soco no rosto ao tentar entrevistar um senhor para uma reportagem sobre fraudes e impostos. Chirico investigava uma loja de carros que era usada por um homem para oferecer serviços ilegais relacionados à cobrança de impostos. O jornalista foi até a suposta loja de carros para entrevistar um homem identificado nas reportagens como Richard Wilder, que não tem autorização para vender carros e muito menos para lidar com impostos no estado da Georgia. Ao chegar lá, o repórter foi recebido por Donald Wilder, pai do acusado. Jeff, então, o questionou a respeito das acusações sofridas pelo filho. O homem reagiu agredindo o jornalista com um soco, jogando-o ao chão junto com seu equipamento.

Filipinas - O grupo islâmico Abu Sayyaf libertou em 2 de fevereiro o técnico de som Rolando Letrero e cinegrafista Ramilito Vela, sequestrados desde junho de 2012 na ilha de Jolo, no sul das Filipinas. Um profissional jordaniano, raptado com eles, permanece em cativeiro. Os três jornalistas chegaram em 11 de junho à ilha para filmar um documentário sobre o grupo islâmico. Abu Sayyaf pediu três milhões de dólares em troca da libertação. As autoridades filipinas negam que tenham pagado qualquer resgate.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

domingo, 3 de fevereiro de 2013

BOLETIM 6 ANO VIII

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil
Porto Alegre (RS) I – A blogueira cubana Yoani Sánchez, ganhadora do Prêmio Liberdade de Imprensa de 2011, confirmou a participação na 26ª edição do Fórum da Liberdade, que ocorre em abril, no Centro de Eventos da PUC. Sachez recebeu permissão para sair de Cuba e aguarda a emissão do visto de entrada no Brasil. A blogueira será palestrante do evento promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) que, em 2011, lhe outorgou a premiação.

Porto Alegre (RS) II - O desenhista Marco Aurélio, do jornal Zero Hora, teria sido afastado de suas atividades em razão de um desenho publicado em 29 de janeiro, alusivo ao incêndio que vitimou 237 pessoas em Santa Maria (RS). Intitulada ‘Uma nova vida’, a imagem causou protestos nas redes sociais, ao apresentar uma fila de universitários que chegava à USP – no caso, sigla criada pelo chargista para ‘Universidade São Pedro’. A decisão pelo afastamento ocorreu após o caso ter rendido ao Grupo RBS mais de 4 mil mensagens de protesto, conforme o radialista Rogério Mendelski. O Grupo RBS sustenta que o chargista está em férias. Em seu lugar, assina como interino o chargista do Diário Catarinense, Zé Dassilva.

Goiânia (GO) – A polícia informou que o açougueiro Marcos Vinicius, o “Marquinhos”, confessou o assassinato do jornalista Valério Luiz de Oliveira, ocorrido em frente à Rádio Jornal, quando deixava a emissora em 5 de julho de 2012. O próximo objetivo da investigação é chegar ao mandante do crime, não denunciado por Marquinhos, mas que lhe teria pago R$ 200 mil para eliminar o profissional.

Pelo mundo
França – A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) anuncia que o índice de liberdade de expressão sofreu queda pelo segundo ano consecutivo no Brasil. Na edição deste ano, o País ocupa a 108ª posição, ficando abaixo dos vizinhos Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Peru, e acima de Bolívia, Equador e Venezuela. No levantamento anterior, o Brasil já havia sofrido uma queda de 41 posições e ocupava o 99º lugar. Na avaliação da organização, os cinco assassinatos de jornalistas contabilizados em 2012, assim como “os problemas persistentes que afetam o pluralismo da mídia”, contribuíram para a queda no índice. Além da violência física contra os profissionais da imprensa e a censura judicial, a organização aponta como outro problema a dependência das mídias regionais em relação ao poder político, que as deixa mais expostas a ataques.

Peru - O apresentador Nixon Solózano Bernales, do canal de TV 25, responsável por pautas de segurança pública em Cajamarca, norte do Peru, foi esfaqueado em 29 de janeiro ao deixar o trabalho. O profissional foi ferido no abdômen e levou 50 pontos. Bernales afirma que o homem esperou o fim do programa e o atacou com uma faca de cozinha. O apresentador acredita que a agressão esteja relacionada a uma reportagem exibida pelo programa.

Ucrânia - O ex-oficial Oleksei Pukach foi condenado à prisão perpétua em 29 de janeiro pela morte do jornalista Georgy Gongadze, em 2000. O general Pukach alega que não tinha a intenção de matar Gongadze, no entanto, estrangulou o jornalista acidentalmente com um cinto durante um interrogatório. O militar disse que tentava forçar o profissional a confessar espionagem. O assassinato teve repercussão internacional e gerou protestos contra o então presidente Leonid Kuchma.

EUA - O governo foi proibido em 31 de janeiro de editar ou suspender para a sala da imprensa as transmissões das audiências com os acusados pelos atentados de 11 de setembro de 2001, que acontecem em Guantánamo, Cuba. O coronel James Pohl ordenou que o governo deve “desligar o circuito interno”, ou seja, não pode editar ou suspender a difusão das gravações. Os debates eram reproduzidos na sala de imprensa com 40 segundos de diferença entre o tempo real e o tempo de emissão. Esta diferença de tempo permitia a edição de depoimentos por “razões de segurança”.

México - O Supremo Tribunal de Justiça decidiu apoiar a jornalista Lydia Cacho em virtude de um pedido de indenização de 640 mil pesos por danos morais de Edith Encalada, que aparece como vítima de pedofilia no livro “Os Demônios do Éden”. Edith alegou “violação de seu direito à privacidade”, porque, em seu entendimento, a repórter usou fotografias e testemunhos sem o seu consentimento. O júri, por sua vez, concedeu proteção judicial à Lydia Cacho depois de averiguar que a jornalista fez uso de um pseudônimo para se referir à Edith e também colocou uma tarja preta no rosto das pessoas que apareciam nas fotografias.

Venezuela - O governo ameaça processar o diário espanhol El País pela publicação de uma fotografia falsa do presidente Hugo Chávez em 24 de janeiro. Na madrugada daquele dia, o diário reproduziu em seu site e na primeira página da sua edição impressa uma fotografia que supostamente mostrava Chávez entubado numa sala de cirurgia. A imagem teria sido a primeira desde que ele foi operado em 11 de dezembro de 2012, em Havana, Cuba, após uma nova complicação na sua luta contra o câncer. A imagem era uma captura de tela de um vídeo divulgado YouTube em 2008, onde o paciente não é Chávez.  Ao perceber o erro, o jornal retirou a imagem do seu site, ordenou a interrupção da distribuição e imprimiu uma nova versão, apresentando também desculpas em seu site.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

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domingo, 27 de janeiro de 2013

BOLETIM 5 ANO VIII

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO

Notas do Brasil
Porto Alegre (RS) - O fotógrafo Jean Schwarz, do jornal Zero Hora, foi agredido com chutes e socos por pelo menos quatro envolvidos no tumulto ocorrido na noite de 22 de janeiro ao final de assembleia dos trabalhadores rodoviários. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a agressão. O profissional registrou boletim de ocorrência e passou por exame de lesão corporal na polícia local.

Brasília (DF) - O jornalista Daniel Pereira, da revista Veja, e a Editora Abril, se livraram de indenizar o deputado federal Valdemar da Costa Neto (PR/SP) por reportagem intitulada “O Mensalão do PR”. O parlamentar pediu na Justiça reparação por danos morais em razão do texto que o incluia em um esquema de superfaturamento de obras, cobrança de propina e tráfico de influência junto ao Ministério dos Transportes com prática de crimes de corrupção passiva e peculato.

Aracaju (SE) - A Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) e outros movimentos sociais realizaram em 23 de janeiro ato em solidariedade ao jornalista Cristian Góes pelas ações criminal e cível impetradas pelo desembargador Edson Ulisses contra o profissional. O juiz processou o jornalista pela publicação do texto ficcional, no portal Infonet, intitulado “Eu, o coronel em mim”.  “O texto, escrito com uma linguagem crônica, não se refere a nomes ou datas, portanto, não há qualquer linha que se possa aferir a honra ou dignidade de qualquer pessoa. Entendemos que a ação não atinge somente o jornalista, mas todos que defendem o direito à comunicação. Por isso, estamos convocando toda a sociedade e movimentos sociais para que manifestem sua solidariedade”, explicou Rubens Souza, presidente da CUT/SE.

São Paulo (SP) - A revista IstoÉ deve indenizar a dona de uma empresa de turismo por divulgar que a companhia fazia contrabando de mercadorias na fronteira do Brasil com o Paraguai. A decisão unânime da 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça determinou a penalidade em razão da reportagem “Polícia Fronteira Peneira” que mostra uma foto do ônibus da empresa e afirma que o mesmo teria escondido “muamba” na parte traseira do motor, passando pela fronteira sem qualquer fiscalização. Ainda cabe recurso.

Belém (PA) - O jornalista Lúcio Flávio Pinto, vencedor do Prêmio Especial Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2012, foi novamente condenado pela Justiça. Agora, ele deve pagar uma quantia de R$ 410 mil ao empresário Romulo Maiorana Jr. e à Delta Publicidade, das Organizações Maiorana. O autor alegou danos morais e materiais devido à publicação, em 2005, do artigo “O rei da quitanda”, no qual era abordada a origem e a conduta do empresário à frente de sua organização. O jornalista que edita há 25 anos o Jornal Pessoal vai recorrer da decisão, tentando levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lúcio Flávio foi alvo de 33 processos desde 1992 e já sofreu agressões físicas e verbais por causa de seus textos.

Pelo mundo
França - A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou em 24 de janeiro, o relatório “Brasil: O país dos trinta Berlusconi - Desequilíbrios mediáticos do gigante sul-americano”, coordenado pelo Diretor da RSF nas Américas, Benoit Hervieu, com informações sobre a liberdade de imprensa no País. O documento abrange o crescimento da violência no País, o monopólio dos meios de comunicação e a censura na internet. De acordo com a RSF, o Brasil apresenta um nível de concentração de mídia que “contrasta totalmente com o potencial de seu território e a extrema diversidade de sua sociedade civil”. O estudo destaca o assassinato de onze jornalistas e blogueiros em 2012, situando o País na quinta posição entre as regiões mais violentas para o exercício da profissão.

Bélgica - A União Europeia deve assumir a proteção dos jornalistas em todos os seus Estados-membros e promover a harmonização das leis que regulam a liberdade da imprensa, recomenda um relatório divulgado em 23 de janeiro. O documento do Grupo de Alto Nível sobre Liberdade dos Media e Pluralismo na Europa afirmou que a União Europeia deve ser considerada competente para proteger a liberdade e pluralismo dos jornalistas de seus Estados e garantir os direitos concedidos aos cidadãos pelos tratados europeus. O documento, que também é assinado pelo português Miguel Maduro, professor do Instituto Universitário Europeu em Florença, aponta que a União Europeia deve agir nas áreas onde deverão ser necessárias “regras comuns” para impedir distorções no funcionamento da imprensa, causadas pelas diferentes legislações dos Estados-membros.

Tailândia - O jornalista e ativista Somyot Prueksakasemsuk, acusado de insultar a monarquia, foi condenado em 23 de janeiro a onze anos de prisão, em mais um caso de aplicação da controversa lei de lesa-majestade. O Tribunal Criminal de Bangkok considerou que Prueksakasemsuk é responsável por dois artigos “altamente ofensivos” à família real tailandesa.

Colômbia - A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP) lançou a publicação “Fora de Julgamento: Manual para jornalistas denunciados por calúnia e difamação”. Segundo a FLIP, nos últimos sete anos foram registrados 48 processos penais contra jornalistas e 25 ações de tutela contendo acusações de calúnia e difamação.

Peru - O jornalista Nixon Bernales, apresentador do “Alerta Ciudadana”, programa dedicado a falar sobre questões de segurança pública e que vai ao ar no Canal 25, foi esfaqueado em 14 de janeiro quando saía da emissora. O repórter disse que o agressor o esperava após o término do programa e o atacou com uma faca de cozinha, causando um corte na altura do abdômen que lhe rendeu 50 pontos. O incidente ocorreu na região de Cajamarca, no nordeste do país. Segundo o jornalista, a agressão foi retaliação por denúncia apresentada no programa sobre caso de violência familiar.

Egito - O presidente Mohamed Mursi foi apontado como recordista na perseguição a jornalistas, segundo a ONG Rede Árabe para Informação de Direitos Humanos (The Arabic Network for Human Rights Information, em inglês). O número de ações judiciais contra jornalistas e veículos de comunicação durante o período de Mursi no poder cresceu quatro vezes em comparação com os tempos de Hosni Mubarak, e vinte quatro vezes, em comparação à época de Anuar Sadat.

Inglaterra – O jornal The Sunday Times informou que exigirá que o ex-ciclista Lance Armstrong, que confessou durante programa de TV que se dopava, compareça à Justiça. O jornal foi um dos primeiros a colocar em dúvida as conquistas do americano na Volta da França. No entanto, a publicação foi condenada por difamação em uma ação de R$ 978 mil, em 2006. Depois da confissão de Armstrong, o The Sunday Times se considera ganhador da ação legal e pede R$ 3,26 milhões. O valor corresponde à indenização paga, com correção.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

domingo, 20 de janeiro de 2013

BOLETIM 4 ANO VIII

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO

Notas do Brasil
Porto Alegre (RS) - A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) realizou em 18 e 19 de janeiro, o Seminário Internacional de Direitos Humanos e Jornalismo. Durante o evento, representantes de sindicatos de jornalistas da América Latina e do Brasil debateram formas de combater a violência contra profissionais da imprensa. O encontro teve a parceria da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc) e da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ). No final do primeiro dia, foi lançada a Comissão Memória, Verdade e Justiça dos Jornalistas Brasileiros, para investigar casos de censura, assassinatos, desaparecimentos e outras formas de violência e de restrição ao trabalho jornalístico no período de 1964 a 1985.

São João da Barra (RJ) - A Polícia Civil carioca informa que a morte do radialista Renato Machado está praticamente esclarecida, com a prisão, em 14 de janeiro, de Gilmar Ramos Jr. O criminoso teria disparado seis vezes contra o radialista, enquanto ele entrava em sua residência, ao lado do prédio onde funcionava a Rádio Barra FM. O desafio da investigação é descobrir a motivação e o mandante do assassinato.

São Paulo (SP) - Com o lema “A Segurança dos Jornalistas é a Segurança de Todos Nós”, o Instituto Vladimir Herzog criou o espaço “Vlado Proteção os Jornalistas”, buscando maior engajamento no combate à violência contra os jornalistas e luta pela sua proteção. A primeira iniciativa do novo espaço (www.vladimirherzog.org) foi traduzir e publicar o Plano de Ação da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, adotado em abril de 2012 pelo Conselho dos Principais Executivos da ONU.

Rio de Janeiro (RJ) - O repórter Rodrigo Vianna, da TV Record, deve recorrer da sentença que o condenou a pagar R$ 50 mil ao diretor geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. O caso teve início quando Vianna publicou em seu blog que Kamel foi ator de “filmes adultos” durante a juventude. Posteriormente, ele escreveu que não estava se referindo ao executivo da Globo mas a um homônimo.

Brasília (DF) I - A Editora Dom Quixote e o jornalista Marcone Formiga foram condenados pela 1ª Vara Cível a indenizar em R$ 35 mil por danos morais a ex-presidente da OAB/DF, Estefânia Viveiros. A advogada recorreu à Justiça em razão de duas reportagens na revista Brasília Em Dia que, segundo a autora, tinham caráter injurioso e ofensivo à sua honra, com conteúdos sem compromisso com a verdade, insinuando que a mesma era uma pessoa fútil, incompetente e desonesta.

Brasília (DF) II - O jornalista Ricardo Noblat ultrapassou os cem dias sob censura em seu Blog do Noblat, mantido no portal O Globo Online, bem como suas versões no Twitter e no Facebook. O blogueiro foi obrigado a retirar de sua página imagens da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), candidata derrotada à prefeitura de Manaus, que teria protagonizado um episódio onde se disse alvejada por um ovo. Em entrevista posterior, a candidata disse que na verdade teria sido atingida por uma cusparada.

Pelo mundo
Síria - O jornalista Mohammad Hourani, da rede Al-Jazeera, do Qatar, foi morto em 18 de janeiro por um franco-atirador na província de Deraa. No dia anterior, o jornalista belga Yves Debay, da revista francesa Assaut, foi assassinado quando fazia uma reportagem em Aleppo.

Somália - O jornalista “freelancer” Abdiaziz Abdinur Ibrahim está preso desde 10 de janeiro por ter entrevistado uma mulher que alegou ter sido estuprada por militares somalis. A moça também foi detida e depois liberada.

Egito – Diversos jornalistas e artistas acabaram sendo denunciados judicialmente e ameaçados, além de sofrerem outros tipos de pressão, após criticarem e satirizarem a política do presidente Mohamed Mursi. A recente exposição de uma série de vinhetas de personalidades públicas também causou polêmica, perante o protesto de uma associação de caricaturistas que não gostou de ver os desenhos que representavam Mursi serem censurados na exposição.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.
Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

BOLETIM 3 ANO VIII

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil
São João da Barra (RJ) - O radialista Renato Machado Gonçalves, também sócio da Rádio Barra FM, morreu após ser baleado na porta da emissora, em 8 de janeiro, no centro da cidade. Ele morava nos fundos do prédio e foi atingido por quatro tiros disparados pelo caroneiro de uma moto, quando chegava em casa à noite. Gonçalves não havia revelado qualquer tipo de ameaça nos últimos dias. Pessoas próximas contam que o jornalista sempre foi polêmico e com frequência se envolvia em confusões. Entretanto, não estava trabalhando em nenhum assunto delicado nos últimos dias.

Santo Amaro (SP) - Uma mulher entrevistada para uma reportagem da Rede Globo processou a emissora e acabou condenada a pagar multa por “faltar com a verdade” pela juíza Fernanda Fialdini, da 4ª Vara Cível do Foro Regional. A Globo exibiu imagem da mulher em uma reportagem sobre o uso de cartões de crédito, em agosto de 2010. A autora afirmou que a emissora a filmou sem que ela percebesse e que colocou sobre a imagem dela “palavras de cunho malicioso”. Ela disse ainda que a matéria foi ao ar no horário nobre, exibiu um cartão de crédito dela, inclusive sua assinatura, o que poderia lhe trazer o risco de ter seu cartão clonado e pediu R$ 100 mil em indenização.

Belém (PA) - Os apresentadores do programa Mix Atualidades da Rádio Marajoara FM 100,9 conseguiram o direito de divulgar o nome de três empresários investigados em crimes sexuais envolvendo adolescentes a bordo de uma lancha. A autorização judicial derrubou a liminar obtida pelos empresários para que não tivessem seus nomes expostos na mídia enquanto a Justiça não decidia se o processo correria em segredo de Justiça. O caso está sendo investigado em inquérito que tramita com sigilo apenas referente aos nomes das menores. Os investigados podem ser indiciados por exploração e indução a prostituição de adolescentes, bem como, violência sexual; indução a embriagues e até mesmo exploração e corrupção de menores.

Campo Grande (MS) - A 4ª Vara Cível negou indenização por danos morais de R$ 500 mil de uma mulher que alegava  ter sido exposta em uma reportagem de emissora de TV onde aparecia praticando ato sexual. Ela ainda foi condenada ao pagamento de R$ 1 mil de honorários advocatícios. Na contestação, a emissora argumentou que não foi divulgado nada capaz de identificar a autora, já que na reportagem todas as imagens estavam desfocadas. A emissora afirmou ainda que as imagens foram obtidas em via pública, portanto, de acesso geral. E sustentou que apenas cumpriu seu papel jornalístico mostrando que ato obsceno em via pública é fato que merece a atenção da sociedade, devendo ser objeto de reportagem.

Brasília (DF) - Desde que o repórter Mauri König, da Gazeta do Povo, de Curitiba (PR), e diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), deixou o país acompanhado de sua família após ser ameaçado, a Polícia Federal monitora o caso. Os ataques ao jornalista decorreram de uma série de reportagens intitulada “Polícia Fora da Lei”, que denunciava irregularidades nas polícias militar e civil do Paraná,

Pelo mundo
Tanzânia - O corpo do repórter Issa Ngumba, da Rádio Kwizera, foi encontrado na floresta de Kajuhuleta em 8 de janeiro com um ferimento de bala em seu braço esquerdo e evidências que sugeriam um estrangulamento ou enforcamento. O jornalista tinha sumido há três dias. A arma do crime foi encontrada ao lado de seu corpo, juntamente com dois telefones celulares.

Síria - O jornalista Suheil al-Ali, da TV Addounia, morreu em 4 de janeiro, quatro dias após ter sido atacado por um oposicionista nos arredores de Damasco, quando retornava para casa. O repórter trabalhava em uma televisão pró-governo. Profissionais favoráveis ao atual presidente têm virado alvo de insurgentes, assim como autoridades e instituições do governo.

Argentina – O cinegrafista José Escudero, do Canal Doce, e o fotógrafo “freelancer” Paul Amiune, foram apedrejados em 9 de janeiro durante uma manifestação contra o aumento da passagem do transporte público na cidade de Córdoba. Escudero sofreu um corte profundo no rosto e teve de ser medicado. Já o fotógrafo foi atingido por uma pedrada que primeiro acertou sua câmera, o que deixou a lente danificada, e em seguida bateu em seu corpo.

Sudão do Sul – Os jornalistas Louis Pasquale, diretor-geral da emissora estatal de rádio, e Khamis Ashab, diretor da TV pública, foram presos sob a acusação de não noticiarem um discurso “importante” do presidente Salva Kirr. As detenções foram confirmadas pelo ministro da Informação em uma visita a Wau, estado no oeste do país onde tem acontecido intensos confrontos. Segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), a decisão do Sudão do Sul é parte de uma campanha deliberada para esconder a tensão em Wau.

República Dominicana – O produtor Justo María Cruz, do telejornal Teve-Notas, do canal 12 de Telever, denunciou que dois homens atiraram contra sua casa, no município de Jarabacoa, região central do país, na noite de 9 de janeiro. Apesar dos danos à residência e ao seu carro, ninguém ficou ferido. O jornalista não apontou culpados pelo ataque, mas disse que suas constantes denúncias de corrupção entre funcionários públicos estar ligadas ao caso.

Grécia – As residências de Antonis Skyllakos, diretor da Agência de imprensa Grega, e de quatro jornalistas de outras emissoras de TV, a pública Net e as privadas Alpha e Mega, tiveram a fachada de suas casas incendiadas com artefatos compostos por pequenas bombas de gás, na madrugada de 11 de janeiro. Em meio a tensões entre movimentos radicais gregos e a polícia, os atentados provocaram somente danos materiais.

Gâmbia - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediu a libertação imediata do jornalista Abdoulie John, chefe de redação do site Jollof News e correspondente da Associated Press (AP), detido desde 7 de janeiro, na capital Banjul. Segundo o CPJ, John é vítima de perseguição por parte da Agência Nacional de Inteligência (NIA) desde o início de dezembro de 2012. Ele foi interrogado durante três horas pela NIA e teve a casa revistada. Sua detenção estaria ligada a uma reportagem para o portal.

China - Autoridades chinesas e funcionários do semanário Southern Weekly encerraram em 9 de janeiro o confronto decorrente de censura à publicação. A crise resultou em greve de jornalistas e protestos da população da cidade de Guangzhou, no Cantão. Pelo menos 12 pessoas foram detidas acusadas de subversão e agrupamento ilegal após apoiarem os protestos contra a censura. Mais de 300 pessoas se reuniram durante a semana às portas da publicação para pedir respeito à liberdade de imprensa na China e a demissão do chefe de propaganda do Partido Comunista (PCCh) no Cantão, Tuo Zhen, acusado de ordenar que, na primeira edição de 2013, um texto que pedia reformas políticas fosse substituído por elogios ao Partido Comunista.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

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