domingo, 20 de novembro de 2011

LIBERDADE DE IMPRENSA BOLETIM 46 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil


Brasília (DF) I - A Lei n°. 12.527, chamada de Lei de Acesso à Informação, foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União de 18 de novembro, com dois vetos presidenciais ao texto original. Em outubro, os senadores haviam aprovado o texto que determinou o fim do sigilo eterno dos documentos oficiais. Com isso, os prazos ficam em 25 anos de sigilo para papéis ultrassecretos, 15 anos para os secretos e cinco anos para os reservados, com a possibilidade de uma única prorrogação. Portanto, o prazo máximo para um documento ser mantido em sigilo seria de 50 anos. O Brasil é o 89º. país a ter uma lei que fornece amplo acesso às informações do Estado.

Brasília (DF) II - O Brasil está em segundo lugar na violência contra a imprensa na América Latina, perdendo apenas para o México, conforme levantamento do Instituto Gallup. Em 2011, foram seis jornalistas, entre profissionais e repórteres cinematográficos, assassinados no País. O ranking também coloca o Brasil na 47ª posição em liberdade de imprensa entre 112 países pesquisados. Ainda de acordo com a pesquisa, 79% da população brasileira considera que a imprensa no País é livre e 21% acha que o Brasil precisa melhorar nesse quesito. Na primeira colocação está a Holanda, onde 95% dos cidadãos consultados pelo instituto disseram que a imprensa é livre. Na ponta de baixo está o Chade, país no centro-norte da África, onde a imprensa é livre para apenas 27% da população.

Curitiba (PR) - O jornalista Joe Sharkey foi condenado pela Justiça paranaense a uma retratação pública e indenização de R$ 50 mil por ter postado em seu blog críticas ao povo brasileiro e culpar autoridades nacionais por acidente aéreo. Sharkey estava no jato Legacy que colidiu com o voo 1907 da Gol, em 2006, e matou 154 pessoas. O jornalista não compareceu ao julgamento e também não apresentou defesa formal, no entanto, em seu blog, nega a acusação de que teria ofendido os brasileiros. A ação contra Sharkey foi movida em 2008 por Rosane Gutjahr, que perdeu o marido no acidente. Os R$ 50 mil serão doados para a Associação de Amigos do Hospital de Clínicas de Curitiba.

Cuiabá (MT) - A jornalista Beatriz Barbosa Ayoub, do site Perspectivas MT, foi condenada a pagar R$ 15 mil para Adriana Vandoni, do blog Prosa&Política, por danos morais. Beatriz afirmou, em seu perfil no Twitter, que a colega seria desonesta com o marido. Cássio Curvo, esposo de Adriana, também entrou com outra ação pelo mesmo motivo, no Juizado de Cuiabá. A jornalista foi condenada por um episódio ocorrido em maio deste ano. A discussão no Twitter foi acessada por várias pessoas. Adriana alegou, no Juizado Especial, que Beatriz a ofendeu “proferindo-lhe xingamentos e palavras de baixo calão, sobretudo contra sua reputação”. Antes da decisão, o juiz marcou uma audiência de conciliação, mas Beatriz não compareceu ao encontro. Este é o primeiro caso de condenação por ofensas na internet no MT. A decisão foi baseada no Código Civil e no artigo 5º da Constituição Federal.

Pelo mundo

EUA - A repórter Karen Matthews e o fotógrafo Seth Wenig, da Associated Press; Matthew Lysiak, do Daily News de Nova York; a jornalista freelancer Julie Walker, que presta serviço para a NPR; e o também repórter independente Doug Higginbotham, no local pela TV New Zeland, foram detidos durante a cobertura dos protestos “Ocupe Wall Street”, na cidade de Nova York, em 15 de novembro. Os jornalistas, libertados após algumas horas, foram detidos juntamente com 70 manifestantes, depois de o prefeito Michael Bloomberg mandar a polícia desocupar o Parque Zuccotti, em Manhattan, onde as pessoas ligadas ao movimento estavam acampadas há dois meses. Além das detenções de jornalistas, outros profissionais de imprensa afirmaram ter sido agredidos e proibidos de acompanhar a retirada dos manifestantes do parque.

Inglaterra – O jornalista Alan Rusbridger, editor-chefe do jornal The Guardian, prestou depoimento sobre as denúncias veiculados no jornal a respeito das escutas telefônicas do extinto tabloide News of The World (NOTW). Rusbridger criticou os órgãos reguladores da imprensa e a demora na apuração das acusações pela polícia, que, segundo ele, são “graves”. Ele pediu um novo sistema de regulação da mídia britânica. Além do editor do Guardian, Michelle Stanistreet, secretária-geral da União Nacional de Jornalistas, e David Sherborne, advogado que representa 51 vítimas do NOTW, prestaram depoimento.

México - O jornal El Siglo de Torreón sofreu um ataque na madrugada de 15 de novembro. Um grupo desconhecido estacionou um veículo em frente ao prédio da publicação e ateou fogo no carro. É o segundo atentado sofrido pelo jornal. Em agosto de 2009, outro grupo disparou diversos tiros contra o mesmo prédio.

Colômbia - O coordenador do noticiário da rádio Maravilla Stereo, Limedes Molina Urrego, denunciou que foi agredido por Gonzalo Gómez, ex-candidato à prefeitura de Valledupar, uma cidade da região norte da Colômbia. O político agrediu o jornalista e o culpou por sua derrota eleitoral durante o enterro de um fotógrafo em 16 de novembro. “Já concluiu o seu objetivo”, disse o ex-candidato a Urrego, em seguida o atingindo violentamente no pescoço.

Inglaterra - O juiz Michael Tugendhat, do Tribunal Superior de Londres, emitiu uma ordem de afastamento a favor da atriz chinesa Tinglan Hong, mãe da filha do ator Hugh Grant. A decisão proíbe a imprensa de “assediar” a atriz. Em suas alegações, o juiz explicou que Grant era “muito conhecido”, mas a chinesa “nunca procurou publicidade”. Hong afirma que desde o nascimento da filha sua vida ficou insuportável. Ela diz que há fotógrafos esperando o tempo todo do lado de fora da sua casa. O juiz afirmou que os pais da criança fizeram “o possível” para manter a situação em sigilo, e desconhecem como a informação “veio a publico”.

Bolívia - Os equipamentos de uma rádio comunitária e da TV Canal 8 foram destruídos em 14 de novembro por moradores da reserva florestal El Choré, na Bolívia oriental, e por partidários do prefeito local, em retaliação a denúncias sobre supostos atos de corrupção de funcionários da prefeitura. Os colonos que defendem o prefeito David Carvajal invadiram a rádio comunitária para roubar computadores, consoles, ventiladores, mesas, cadeiras, televisores e material de escritório para levar até a comunidade Campo Víbora, onde pretendiam instalar os equipamentos e reiniciar a transmissão. A polícia não conteve o saque e ninguém da rádio estava no prédio.

Peru – O apresentador Nelson Tauanama Cachique, do noticiário “La Hora de la Verdad”, da TV Canal 33 Ribereña, recebeu ameaças de morte por telefone, feitas de uma penitenciária da capital Lima. Cachique acredita na possibilidade de relação entre as intimidações e as denúncias que fez sobre um suposto caso de corrupção envolvendo o presidente do governo regional de Ucayali, Jorge Velásquez Portocarrero, ou a uma reportagem em que mostra que a filha do prefeito subornava um empresário. O repórter diz ter recebido oito mensagens de voz, com ameaças e insultos.

Honduras - Os jornalistas Arnulfo Aguilar, diretor da Radio Uno, e Luis Gadalmez, locutor de um programa da Radio Globo, voltaram a receber ameaças de morte, mesmo após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos ter tomado medidas cautelares. O Comitê de Familiares de Presos Desaparecidos em Honduras denunciou em 13 de novembro que Aguiar está sendo seguido por desconhecidos que também o ameaçaram por telefone. Já o locutor Gadalmez recebeu um telefonema de ameaças de um suposto militar. Os dois jornalistas se opuseram ao golpe de Estado em Honduras e sofreram atentados em 2009.

Venezuela – A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediram em 15 de novembro a imediata libertação do editor do jornal Sexto Poder, Leocenis García, preso preventivamente em 30 de agosto e em greve de fome desde 9 de novembro. As entidades manifestaram preocupação com a saúde do jornalista, que reivindica garantias processuais e o direito de permanecer em liberdade durante o processo judicial.

Equador - César Ricaurte, diretor da ONG Fundamedios, defensora da liberdade de expressão, recebeu ameaças de morte em 11 de novembro, após criticar o governo do Equador em uma audiência na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Antes do episódio, o governo federal já havia obrigado emissoras de TV a transmitir mensagens simultâneas no horário nobre com críticas à Fundamedios e ao seu diretor acusando-os de estarem vinculados a pessoas que cometeram crimes de Estado no passado, de acordo com a própria organização. O Ministério do Interior assegurou que pediu a proteção do jornalista César Ricaurte.
Noruega - Os três homens acusados de planejar um atentado à bomba na sede do jornal dinamarquês Jyllands-Posten, de Copenhague, afirmaram em 15 de novembro que são inocentes, durante julgamento realizado na Noruega. Os réus, que moram no país em que está sendo realizada a Corte, são acusados de armazenar ingredientes para a fabricação de explosivos em um apartamento. A promotoria afirma que o atentado foi articulado com a Al-Qaeda, no Paquistão, onde um dos três acusados teria recebido treinamento. Todos foram detidos no ano passado. O ataque teria acontecido após a publicação de charges sobre o profeta Maomé.

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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão.

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

terça-feira, 15 de novembro de 2011

TAMBOR DA ALDEIA 45 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil


Brasília (DF) – A imprensa teve seu acesso impedido ao Seminário Internacional “Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil”, que aconteceu no Palácio do Planalto entre os dias 9 e 11 de novembro. O evento reuniu representantes de ONGs, especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir, entre outras coisas, mecanismos de transparência e prestação de contas. A princípio, o evento permitia que jornalistas acompanhassem as discussões. A Secretaria-Geral da Presidência não soube informar o motivo do cerceamento ao trabalho da imprensa..

Vitória (ES) - O jornalista Marcelo Bandeira, do programa “Manhã Gazeta”, da TV Gazeta, processa por danos morais os apresentadores do “Furo MTV”, Dani Calabresa e Bento Ribeiro. A apresentadora referiu-se a Bandeira como “a bicha que trabalha com Claudete Troiano”, durante a exibição do noticiário humorístico. A MTV informa que ainda não foi intimada. O jornalista pede uma indenização de R$ 300 mil.

Rio de Janeiro (RJ) - A morte do cinegrafista Gelson Domingos, da rede Bandeirantes, em 6 de novembro, durante uma operação policial em favela carioca, reabriu a discussão sobre a segurança dos jornalistas na cobertura de áreas de risco. Logo após o incidente, o comandante da Polícia Militar carioca afirmou que quer estabelecer um critério para coberturas jornalísticas de operações policiais em favelas. A idéia já foi questionada por entidades de imprensa, que entendem que o papel de estabelecer limites cabe aos próprios jornalistas e às empresas - não à polícia.

São Paulo (SP) – Um fotógrafo e um cinegrafista resultaram com ferimentos leves no final da noite de 7 de novembro em ataque dos estudantes ocupavam da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) em protesto contra o policiamento realizado pela Polícia Militar. Os manifestantes não queriam a presença da imprensa no local.

Araçaji (PB) - O presidente da Rádio Comunitária Marmaraú FM, Beto Tavares, tentou esfaquear o apresentador Marto de Cota, do Programa “A Voz de Araçagi”, na tarde de 5 de novembro. O programa é dirigido pelo ex-prefeito Cizenando Chaves e apresentado por Marto. Ao final do programa, onde Marto o havia criticado, Tavares entrou no estúdio e partiu para cima do apresentador. Após trocar socos e chutes com Marto, sacou uma faca peixeira. Vários espectadores que assistiam ao programa no estúdio seguraram Beto e o desarmaram. Em seguida ele foi retirado da por um amigo e levado para registrar ocorrência na delegacia da cidade, junto com os demais envolvidos.

Pelo mundo

Inglaterra – O executivo James Murdoch, filho do dono da News Corp, Rupert, negou saber das práticas ilícitas, ao depor perante um comitê parlamentar em 10 de novembro sobre as escutas ilegais utilizadas no extinto News of The World (NOW). Murdoch foi sabatinado pelos congressistas e responsabilizou o ex-editor do NOW, Colin Myler, e o ex-consultor legal da News International, Tom Crone, pelas “ações ilegais”. Negou, ainda, as acusações de ambos, em depoimento, de que saberia do uso de grampos telefônicos.

França - Uma semana após um incêndio, provocado por bombas molotov, atingir o escritório do jornal satírico Charlie Hebdo, a publicação reagiu com uma charge de um cartunista beijando um muçulmano, sob a manchete “O amor é mais forte que o ódio”. Segundo o editor-chefe Stéphane Charbonnier, o jornal tem o direito de satirizar. Depois do ataque, a redação do Charlie Hebdo passou a funcionar nas dependências do Libération.

México - Um grupo de 15 homens mascarados e armados chegou em dois caminhões, ameaçou os seguranças e incendiou as instalações do jornal El Buen Tono, na cidade de Córdoba, Veracruz, na costa oriental do México. No momento do incêndio, 20 funcionários estavam dentro do prédio, mas ninguém se feriu. O jornal circulava há apenas um mês e é propriedade do ex-candidato à prefeitura de Córdoba e empresário da área de transporte, José Abella García, que responsabilizou seu ex-rival, o prefeito Francisco Bonilla, pelo ataque, assim como funcionários municipais da área dos transportes.

Israel - A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou a prisão dos jornalistas Lina Attalah, do diário al-Masry al-Youm, Casey Kauffmann, da al-Jazira em inglês, Ayman Al-Zubair, da al-Jazira, Jihan Hafiz, do programa de rádio e TV Democracy Now!, exibido em 900 emissoras e com sede nos EUA, e Hassan Ghani, da Press TV, emissora em inglês do governo iraniano. Eles estavam a bordo de duas embarcações de ajuda humanitária interceptadas por navios israelenses em 4 de novembro para evitar que furassem o bloqueio naval de Israel à Faixa de Gaza. Dois dos jornalistas permanecem presos, os demais foram deportados. O bloqueio existe desde que o Hamas assumiu o poder em Gaza.

Venezuela I - O editor Leocenis García, do jornal Sexto Poder, preso desde 30 de agosto após a divulgação de uma polêmica montagem que satirizava funcionárias da administração de Chávez, iniciou em 9 de novembro uma greve de fome “por tempo indeterminado” para reivindicar a anulação das acusações que sofre. Em um comunicado, García afirmou que “opinião não é crime” e pediu também a renúncia da presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Luisa Estella Morales, e da procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, responsáveis pelas alegações contra o editor. A fotomontagem divulgada pelo “Sexto Poder” no dia 20 de agosto, motivo da prisão do editor, mostrava os rostos das magistradas em corpos de dançarinas de cabaré, sob as ordens de “mister Chávez”.

Honduras - Repórteres policiais denunciaram perseguições e ameaças por parte de membros da Polícia Nacional, em razão de apurações sobre o assassinato de dois estudantes da Universidad Nacional de Honduras. Policiais da capital Tegucigalpa investigam jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos que cobrem o assassinato dos universitários, como forma de intimidá-los. As ameaças aos jornalistas e promotores começaram após a publicação de informações sobre o envolvimento de policiais nas mortes, ocorridas em 22 de outubro.

Guatemala - O repórter Héctor López Cordero e o cinegrafista Diego Morales, da TV Guatevisión, foram agredidos por seguranças do deputado Mario Rivera, defronte a sede do partido Unidad Nacional de la Esperanza (UNE), na noite de 6 de novembro. Ambos cobriam as eleições na cidade de Santa Cruz, no estado de Quiché, na fronteira com o México. Os agressores lançaram pedras contra o veículo no qual os jornalistas estavam. Ao sair do carro para saber o que estava acontecendo, o repórter foi insultado e agredido pelos seguranças. O repórter disse que os agressores destruíram uma câmara, um tripé e computadores. Além disso, durante a agressão, lhe afirmaram que ele tinha “contas a pagar”, pela divulgação de notícias contra o governador.

Venezuela II - O repórter Guillermo Colina, um cinegrafista e um assistente da rede Globovisión foram agredidos por simpatizantes do presidente Hugo Chávez enquanto cobriam um protesto de pacientes em frente a um hospital militar do sudoeste da capital Caracas, em 7 de novembro. O mesmo repórter já havia sofrido ataque semelhante no dia 17 de outubro. Segundo Colina, a equipe perguntou aos guardas que faziam a segurança do hospital se poderiam cobrir o protesto e receberam permissão para trabalhar no local. Em seguida, em plena cobertura, vários partidários do governo vestidos com camisetas roxas, símbolo chavista, empurraram e chutaram os profissionais. Um dos agressores atingiu a cabeça de Colina com uma cadeira. A agressão foi registrada e transmitida pela Globovisión. O cinegrafista e o assistente que acompanhavam o repórter, agredidos também com empurrões e golpes, não revelaram seus nomes por temer represálias.

Sri Lanka - O governo afirmou que o jornalista Prageeth Eknaligoda, desaparecido desde 2010, pode estar refugiado em outro país. De acordo com o procurador-geral Mohan Peiris, “temos provas de que Eknaligoda está vivendo no exterior”. Instituições e organizações de direitos humanos locais, entretanto, não acreditam na versão. Os grupos se declaram preocupados com o paradeiro do profissional. Eknaligoda realizava campanha para o candidato à presidência de oposição, Sarath Fonseka, quando desapareceu.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão.

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TAMBOR DA ALDEIA 44 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil


Rio de Janeiro (RJ) - O cinegrafista Gelson Domingos da Silva, da TV Bandeirantes, morreu na manhã de 6 de novembro, após ser baleado durante um tiroteio entre policiais militares e traficantes na Favela de Antares, em Santa Cruz, zona oeste da capital carioca. Gelson, de 46 anos, fazia a cobertura jornalística da operação que os batalhões de Choque e de Operações Policiais Especiais (Bope) realizaram na comunidade, quando foi atingido por um tiro no peito disparado pelos criminosos.

Cuiabá (MT) - O comentarista José Marcondes, da Rádio Mega FM, foi afastado da emissora e será processado pelo senador Pedro Taques (PDT-MT) por artigo de opinião sobre o político, em que o relaciona com a “máfia dos combustíveis” no Estado. Intitulado “A Máfia de Pedro Taques”, o texto foi publicado em alguns veículos locais em 24 de outubro. Atuando como colaborador na Mega FM, Marcondes afirma que foi afastado do cargo após a repercussão de seu artigo. Procurada, uma produtora da emissora disse que o jornalista saiu por vontade própria.

São Paulo (SP) - Responsável pelo empurrão à jornalista Monalisa Perrone, que transmitia seu boletim ao vivo para o “Jornal Hoje”, em 31 de outubro, o ativista Thiago Cunha pediu desculpas à repórter e disse que ele mesmo fora vítima de agressões da equipe de segurança da Rede Globo. Adepto dos movimentos“Acampa Sampa” e “MerdTV”, que se propõe combater os veículos de comunicação hegemônicos, principalmente a Rede Globo, Cunha disse que interrompeu o link com a intenção de protestar e promover o seu novo curta-metragem “Merda no Ventilador”. Mesmo afirmando que sua ação não estava atrelada ao movimento “Acampa Sampa”, ele disse ter respaldo dos advogados do grupo. Na página do “MerdTV”, os autores comemoraram a invasão da transmissão, mas pediram desculpas à Monalisa.

Pelo mundo

Chile – O prédio do grupo Copesa, responsável pelos jornais La Tercera, La Cuarta, La Hora e pela revista Que Pasa foi atingido pela explosão de um artefato na madrugada de 1º de novembro, que destruiu várias janelas, sem deixar feridos. Segundo a polícia, a bomba se encontrava no interior de um extintor de incêndio e não havia nada indicando a autoria do atentado ou sua motivação. Na semana anterior, outra bomba foi descoberta na Catedral Metropolitana de Santiago, mas foi desativada antes de detonar. Para os investigadores, os dois episódios estão relacionados, pois os explosivos usados tinham características semelhantes. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) manifestou preocupação diante do ataque no Chile.

França - O grupo islâmico turco Akincilar assumiu a responsabilidade pelo ataque que tirou do ar o website da revista francesa Charlie Hebdo, após uma edição especial conter charges do profeta Maomé. O prédio onde funciona a redação, em Paris, também foi atingido por um coquetel molotov na madrugada de 2 de novembro. Os desenhos da publicação foram considerados ofensivos à fé muçulmana. A redação da Charlie Hebdo mudou-se temporariamente para o escritório do jornal de esquerda La Liberatión, e defendeu “a liberdade de se fazer charges”. Um encarte especial contendo os desenhos foi publicado junto com o periódico. Em 2005, um jornal dinamarquês retratou profetas da fé islâmica com sátiras e provocou distúrbios, que causaram 50 mortes. Representantes da comunidade muçulmana na França criticaram a publicação, mas condenaram os ataques.

Inglaterra I - O jornalista Jamie Pyatt, editor regional do diário The Sun, foi preso em 4 de novembro, suspeito de 'comprar' policiais. Ele é a sexta pessoa acusada de envolvimento em esquema de pagamentos ilegais aos agentes em troca de informações confidenciais da população, incluindo os contatos telefônicos da Família Real. Todos os profissionais investigados pela operação Elveden são ligados ao conglomerado News International. De acordo com a polícia, mais de 130 mil libras foram pagas à organização, principalmente por jornalistas do extinto jornal News of the World (NOW), que é do mesmo grupo do The Sun, para que houvesse o vazamento de conteúdo. Pyatt, que trabalha há 24 anos no diário, foi levado a uma delegacia no sul da cidade de Londres. Nos últimos dias, a Scotland Yard confirmou que o número de telefones grampeados pelo NOW já ultrapassou a marca de seis mil ligações. No total, 16 pessoas já foram presas pelas ações.

Guatemala - A jornalista Lucía Escobar, do El Periódico e apresentadora da Radio Ati , recebeu ameaças de membros de uma organização de bairro local após a publicação de uma coluna e uma matéria sobre o desaparecimento de um jovem em Panajachel, região oeste do país. Escobar escreveu que há 30 denúncias contra “os encapuzados” por delitos como abuso de autoridade, tortura, sequestro, assassinato e execuções extrajudiciais. Em resposta, Juan Manuel Ralón, membro do comitê acusado, afirmou, em entrevista ao Canal 10 da TV local, que Escobar é usuária e traficante de drogas. “Se a próxima a descansar no fundo do lago mais lindo do mundo com pedras amarradas ao corpo for eu, já sabem de quem é a culpa”, escreveu a colunista, dando a entender que foi ameaçada pelo grupo.

EUA - O site News Transparency, um banco de dados onde leitores, ouvintes e telespectadores podem encontrar informações sobre jornalistas – seu histórico, conexões interpessoais, tendências políticas, dentre outros dados, foi lançado há poucos dias. A iniciativa de Ira Stoll, ex-chefe de redação do New York Sun e que administra o site Future of Capitalism, tem o objetivo de ajudar o público a saber mais “sobre as pessoas que produzem as notícias”. O conteúdo do portal eletrônico será gerado por usuários, no mesmo modelo dos verbetes da enciclopédia online Wikipedia.

Honduras - Um tribunal penal libertou o principal suspeito de assassinar o jornalista David Meza Montesinos em março de 2010. Marco Barahona, conhecido como “El Unicornio”, foi acusado de matar Montesinos, repórter da rádio local El Patio e correspondente da emissora nacional Radio América, na cidade de La Ceiba. O jornalista havia recebido ameaças de morte devido às denúncias sobre narcotráfico na região Atlântica do país. Álvarez foi preso em setembro de 2010 e é a segunda pessoa acusada por este assassinato que é liberada, como já ocorreu com o empresário Mario Roberto Guevara.

México - Fotógrafos e repórteres foram agredidos por policiais municipais durante a cobertura de uma manifestação do grupo “Indignados”, em Ciudad Juarez, na fronteira com o estado norte-americano do Texas. O fotógrafo Christian Torres, do El Diario de Ciudad Juárez, foi hospitalizado após ser golpeado na cabeça e no rosto, mas não corre perigo de morte. Os manifestantes buscavam colocar mais de 9 mil cruzes de papel em postes, monumentos e fachadas do município para denunciar os homicídios registrados na localidade mais violenta do mundo. Os policiais tentaram impedi-los de forma violenta enquanto apontavam armas contra repórteres e fotógrafos para evitar que registrassem imagens das agressões.

Peru - O jornalista Paul Garay Ramírez, correspondente da rádio La Exitosa e diretor do programa Polémica de Visión na 47 TV, foi absolvido pela Corte Suprema de Lima, de uma sentença de 18 meses por suposta difamação. Garay, detido desde abril de 2011 em uma prisão de segurança máxima, foi libertado em 28 de outubro e também ficou isento do pagamento de 200 dias de multa e de cerca de US$ 7,4 mil de reparação civil que exigia a condenação. Garay era acusado de chamar o promotor Agustín López Cruz de “anão erótico”, mas no áudio de 52 segundos apresentado pelo denunciante nunca foi possível identificar a voz do jornalista nem em que estação de rádio o comentário foi transmitido. O jornalista reconheceu ter feito críticas ao promotor por um caso de corrupção, mas negou o haver insultado.

Argentina - Um veículo com um logotipo visível da TV Canal 12, de Córdoba, foi atacado a tiros. A jornalista María Gracia Martín e o cinegrafista Raúl Vicessi estavam no carro, mas não se feriram. Os dois haviam acabado de gravar uma entrevista com Mónica Torres, empregada doméstica que começou a sofrer ameaças depois de denunciar problemas de drogas no bairro de Yapeyú.

Escócia - O jornal Hamilton Adviser publicou uma foto de uma adolescente de 13 anos sem o consentimento de seus pais e foi acionado pela Comissão de Reclamações da Imprensa (PCC) por veiculação não-autorizada. De acordo com o diário, a equipe entendeu que não haveria objeção pela família na publicação da imagem, já que o pai da criança deu entrevista para jornalistas do veículo, contribuindo para a matéria. Segundo o jornal, a foto foi tirada quando o avô da menina, o político John Pentland, foi eleito para o Parlamento, sendo, então, uma imagem de domínio público. A reportagem denunciou gastos irregulares do avô com sua neta, que utilizou cerca de 27 mil libras do governo, durante três anos, para pagar táxis à garota em suas idas e voltas das aulas de ballet. Para ilustrar a questão, a foto da adolescente foi utilizada.

Israel - A jornalista Anat Kam foi condenada a quatro anos e meio de prisão por um Tribunal de Tel Aviv por ter vazado informações confidenciais do Exército quando era soldado, entre 2005 e 2009. Anat copiou 2.085 documentos confidenciais quando trabalhava no escritório da base militar da cidade de Gen e repassou-os para o jornalista Uri Blau, do Haaretz. Para a organização de proteção aos jornalistas, a sentença foi dura e abre um precedente perigoso ao prejudicar a confidencialidade de fonte. Anat tem 45 dias para apelar da decisão na Justiça. Ela cumpre, desde 2009, prisão domiciliar em Tel Aviv.

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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão.

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

TAMBOR DA ALDEIA 43 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil


Natal (RN) - O relatório “Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil” organizado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) registrou 40 relatos de violações de direitos dos jornalistas brasileiros no ano de 2010. O documento, divulgado durante encontro da entidade na capital potiguar, aponta como principal tipo de agressão a violência física ou verbal. E no topo da lista de agressores estão agentes públicos, as polícias e os políticos. A publicação anual da Fenaj apontou que, dos 40 relatos registrados em 2010, 42% foram referentes a agressões físicas ou verbais e 18% foram casos de censura e processos judiciais. Detenções e tortura perfizeram 13% dos casos, ameaças 12%, violência contra a organização sindical 8%, atentados 5% e assassinatos 2%. A região Nordeste do país caracterizou-se como a mais perigosa para o exercício do Jornalismo, com o registro de 17 relatos de agressões (44% do total). No quadro por estados, o Ceará foi o campeão do ranking, com 8 denúncias.

Brasília (DF) I – O Senado Federal aprovou a Lei de Acesso às Informações Públicas em 25 de outubro, dois anos depois da apresentação da proposta inicial ao Congresso Nacional. O texto aprovado determina prazos e regras para que as informações sejam divulgadas ao público, levando em conta a seguinte classificação: ultrassecreta (25 anos, com possibilidade de renovação por igual período, no máximo), secreta (15 anos) e reservada (5 anos). O objetivo é estabelecer procedimentos para que os órgãos da administração pública observem a garantia constitucional de acesso à informação. Com a publicação da lei, Brasil passará a ser o 89º país do mundo a contar com uma legislação específica para regulamentar o direito de acesso a informações públicas.

Manaus (AM) - A jornalista Joelma Muniz, do Portal acrítica.com, foi atingida na cabeça por uma pedra, durante a cobertura de um protesto contra o aumento nas tarifas de ônibus, realizado por cerca de cinco mil estudantes em frente à Câmara Municipal, em 27 de outubro. Após ser impedido pela guarda local de invadir a o prédio, um grupo passou a arremessar pedras, tijolos e outros objetos. Na confusão, atingiram Joelma, que foi socorrida por outros profissionais de imprensa que também cobriam o protesto, e depois encaminhada ao hospital, onde foi medicada. Um estudante acusado de agredir a jornalista foi preso. Por causa da prisão, houve ainda mais protestos e outros dois manifestantes foram presos.

Porto Velho (RO) - O jornalista Everaldo Fogaça, do site O Observador, denunciou ter sofrido ameaças do delegado Eduardo Souza durante depoimento para esclarecer a publicação de um manifesto do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Rondônia. Os alunos da universidade estão em greve. No site, Fogaça denuncia que o delegado estava descontrolado, tendo lhe dirigido ofensas verbais e mandado o advogado que o acompanhava calar a boca. O jornalista foi indiciado pela publicação do manifesto e, diante das ofensas de Souza, disse que só falaria em juízo. Para o profissional, o momento mais tenso dentro da sede da Polícia Federal em 24 de outubro, foi quando o delegado afirmou que iria fazer, naquele momento, busca e apreensão na residência dele e na sede do site. No dia seguinte, a sede do site O Rondoniense também recebeu a visita de quatro agentes federais com armas à mostra em busca do jornalista que fez a matéria sobre a prisão de um professor. A redação do jornal O Rondoniense afirmou que vai comunicar o fato à OAB-RO e à Advocacia Geral da União preventivamente para evitar que atitudes como essa venham a ferir direitos constitucionais do jornal como formador de opinião.

João Pessoa (PB) - O Ministério Público Federal na PB propôs no início de outubro ação civil pública com pedido de liminar contra a TV Correio (repetidora da TV Record) e o apresentador do programa Correio Verdade, Samuel de Paiva Henrique, em virtude da exibição de cenas reais do estupro de uma menor ocorrido em Bayeux (PB). As cenas, filmadas com o uso de um celular por um comparsa do autor da violência, foram exibidas no programa de 30 de setembro. A ação também foi proposta contra a União. Na ação, o Ministério Público Federal defende que a exibição dessas cenas, mesmo fora de foco, é inteiramente proibida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Rio Branco (AC) - Ao iniciar a edição de 24 de outubro do programa Gazeta Alerta, na TV Gazeta, afiliada da Record, o jornalista Edvaldo Souza informou que a equipe de reportagem da emissora foi agredida por um policial militar, enquanto cobria o desenrolar de uma ocorrência, em que um jovem foi atingido por um tiro na cabeça. Souza declarou que um PM agrediu o cinegrafista Itapuã Costa o que, de acordo com o apresentador, “resultou em danos para o equipamento da empresa”. O jornalista da TV Gazeta, no entanto, não informou o valor do prejuízo pelo dano causado. A matéria exibida pela emissora mostra o policial, que não teve o nome divulgado, aparentemente discutindo com Itapuã, e alertando. “Fale comigo”, esbravejou o PM, que em seguida bateu na câmera, soltando uma peça do equipamento.

Pelo mundo

Peru - A 67ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Lima, terminou com uma série de resoluções e conclusões que destacaram o fato de que “as tentativas de silenciar a imprensa independente” na América Latina continuaram a aumentar em 2011, evidenciado pelo desenfreado número de casos de “violência física, assassinatos de jornalistas e impunidade desses crimes, processos judiciais, prisões arbitrárias, ataques verbais, manipulação da publicidade oficial e leis ou iniciativas de lei restritivas”. A SIP destacou os assassinatos de jornalistas no México e em Honduras, e os ataques governamentais contra a imprensa na Argentina e no Equador. A organização, da mesma forma, condenou o “caráter totalitário e ditatorial” do presidente venezuelano Hugo Chávez. A SIP emitiu informes sobre a manipulação governamental dos meios de informação nos seguintes países: Argentina, Equador, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Venezuela, Trinidad e Tobago e Barbados. Em seus relatórios, a SIP adverte sobre a “colonização midiática” da presidente argentina Cristina Fernández. O caso dos ataques do governo equatoriano à imprensa também é um dos mais preocupantes.

Equador - O presidente Rafael Correa enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê pena de até cinco anos de prisão às autoridades de governo que atacarem a liberdade de expressão. Recentemente, a organização Fundamedios divulgou um relatório sobre 13 processos contra meios de comunicação e jornalistas no Equador, dois deles abertos pelo próprio presidente Correa. A Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh) demonstrou preocupação com a situação da imprensa equatoriana e considerou “desproporcional” a abertura de processos contra jornalistas que criticam o governo.

Paraguai - As ONG Repórter Sem Fronteiras (RSF) e Foro de Periodistas Paraguayos (Fopep) pedem que o governo altere sua legislação de modo a proteger mais os jornalistas. Intitulado “Os jornalistas sozinhos frente ao tráfico ilegal: uma investigação sobre a situação dos jornalistas paraguaios”, o comunicado faz uma análise da situação dos profissionais no país, pontuando alguns problemas, entre eles a pressão do crime organizado contra a classe. Também são evidenciadas as dificuldades dos repórteres que realizam cobertura da fronteira e a ausência de lei de acesso a informações públicas.

México I - A Câmara dos Deputados aprovou em 25 de outubro determinação para que o Governo Federal investigue crimes contra jornalistas, se estes forem de competência local ou de fórum comum. A decisão representa um avanço na legislação do país, que é considerado um dos mais perigosos no mundo para exercício da profissão. No dia anterior à votação, a ONU e a OEA haviam apresentado um relatório no qual criticaram a falta de ações do México para combater a perseguição a profissionais de comunicação. Também na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh) foi comentado o assunto, sendo pontuado que não há estratégia ou protocolo específico para investigar assassinatos ou o sequestros de jornalistas. Em 2011, 13 jornalistas foram executados no México. Somente dois destes crimes foram esclarecidos.

México II - Betsy Hidalgo, repórter do “Sistema Informativo Lobo”, da Universidade Autônoma de Durango e comentarista do programa político “Entre Lobos”, na estação de rádio 94.1 FM, no estado de Durango, norte do México, informou que quatro pessoas não identificadas entraram à força em sua casa enquanto ela e sua mãe dormiam na noite de 14 de outubro. Ao serem surpreendidos, os invasores trancaram as duas mulheres em um cômodo e depois de várias horas na casa, fugiram com o notebook e o automóvel da repórter, assim como credenciais, fotos pessoais, roupas íntimas e perfumes. O vice-procurador de Durango, Javier Castrellón, considerou o assalto incomum e não descartou a hipótese de ter sido um ato de intimidação motivado pelo trabalho jornalístico da profissional.

Inglaterra – O WikiLeaks anunciou que está suspendendo a publicação de mais documentos vazados até que possa levantar mais dinheiro. A organização precisa de cerca de US$ 3,5 milhões durante o próximo ano para continuar a funcionar. Em seu site, WikiLeaks refere-se a um “bloqueio bancário” que “custou à organização dezenas de milhões de libras em doações perdidas”. O site de vazamentos sustenta que “se este ataque financeiro permanecer incontestado, um precedente perigoso, opressivo e antidemocrático será criado. Se publicar a verdade sobre a guerra é suficiente para justificar tal ação agressiva por executivos de Washington, todos os jornais que publicaram matérias originadas do WikiLeaks estão prestes a ter o pagamento de seus leitores e anunciantes bloqueado”. Em dezembro de 2010, Visa, Mastercard e Paypal cortaram o financiamento ao WikiLeaks.

EUA - O repórter James Risen, do The New York Times, enfrenta, há três anos, pressão de autoridades americanas para revelar as fontes usadas em um livro escrito por ele sobre a CIA, lançado em 2006. Em 2008, Risen foi intimado a fornecer evidências contra o ex-agente da CIA Jeffrey Sterling, que teria, supostamente, vazado informações confidenciais. O jornalista recebeu a intimação depois de publicar o livro State of war: The secret history of the CIA and the Bush administration (Estado de guerra: a história secreta da CIA e da administração Bush, em português). Risen apelou, e a intimação expirou em 2009, mas, sob o governo do presidente Barack Obama, foi renovada no ano passado.A juíza da corte distrital Leonie Brinkema havia anulado a intimação por duas vezes. Em agosto último, ela alegou que “uma intimação para um julgamento criminal não é um passe livre para o governo roubar o notebook de um repórter”. No mês passado, Risen escreveu uma resposta detalhada à intimação, descrevendo suas razões para se recusar a revelar suas fontes, o impacto público de seu trabalho e suas experiências com a administração Bush. A decisão do governo Obama de renovar a intimação foi amplamente criticada.

Peru – A apresentadora Yanina Póveda Mercedes, do programa “Contacto Informativo”, da rádio Julices denunciou que foi demitida após pressões do prefeito da cidade de Cajabamba, ao norte do país. A jornalista foi afastada em 24 de outubro depois de ter denunciado irregularidades na fiscalização e na construção de obras públicas em um rio do município. As agressões contra a jornalista continuaram após ela ter sido despedida. A comunicadora, que colabora com outros veículos do departamento de Cajamarca, cobria um acidente causado pela negligência de funcionários municipais quando seguranças a expulsaram do local, pegaram sua câmera de vídeo e a agrediram fisicamente.

Cazaquistão - O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) repudiou um ataque deflagrado contra uma equipe da emissora de televisão Stan TV, em 26 de outubro. Segundo a entidade, um grupo de quatro homens não identificados abordou o jornalista Orken Bisen e o cinegrafista Asan Amilov com tacos e armas de disparo não-letais, na cidade de Aktau. Bisen foi atingido nas costas por dois disparos e Amilox foi atingido por um tiro na perna e atacado com golpes de taco na cabeça. Ambos foram hospitalizados. Foram levados todo o material em vídeo registrado na câmera, o notebook do jornalista com informações apuradas e uma mochila com equipamentos. A editora-chefe da Stan TV, Zhuldyz Toleouva, acredita que o ataque tenha sido uma reação à veiculação de matérias sobre uma greve de funcionários de companhias de petróleo e gás no país.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão.

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

domingo, 23 de outubro de 2011

TAMBOR DA ALDEIA 42 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO

Notas do Brasil

Porto Alegre (RS) - O governador Tarso Genro criticou a atuação da imprensa nos recentes episódios de denúncias de corrupção no governo federal. A manifestação aconteceu em 20 de outubro durante a abertura de um congresso organizado pelo Ministério Público do RS, onde Tarso afirmou que as campanhas contra a corrupção podem estar gerando o “ovo da serpente”. Ele salientou não estar pregando a restrição à liberdade de imprensa. Tarso disse que os grandes grupos de mídia tentam instituir uma “justiça paralela” no Brasil. Os meios de comunicação teriam se apropriado do problema da corrupção em benefício de interesses próprios, disse o político.

Brasília (DF) - O jornalista escocês Andrew Jennings, da rede britãnica BBC, deve ser intimado a depor em 16 de janeiro na 3ª Vara Cível do Fórum da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, tão logo desembarque em Brasília no próximo dia 26. O repórter está sendo processado pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, por publicar denúncias de corrupção

Guaratuba (PR) - O jornalista Gustavo Aquino, do site de notícias Correio do Litoral, afirma ter sido agredido e expulso do prédio da Câmara de Vereadores pelo presidente da Casa, Paulo Éder Araújo, em 17 de outubro, ao questioná-lo sobre um projeto que prevê aumento no salário dos vereadores. Além disso, um assessor do político teria ofendido e ameaçado o repórter. Aquino informa que, após o fim de uma sessão da Câmara, se dirigiu ao vereador para perguntar o que havia sido votado. Então, Paulo Araújo, irritado com o questionamento, teria apertado o braço do jornalista e o empurrado para fora da Câmara, além de ameaçar prendê-lo por desacato.

Itabuna (BA) - O jornalista Ederivaldo Benedito Santos, dono de um blog noticioso da região sul da Bahia, foi preso por se recusar a apagar fotografias de uma abordagem da Policia Militar (PM), com um grupo de jovens durante a Parada Gay de Itabuna. Um policial arrancou a câmera de sua mão e apagou as imagens. O repórter foi algemado e levado para o quartel da PM e em seguida, para a delegacia da Polícia Civil, onde só foi liberado horas depois, após prestar depoimento. A PM abriu sindicância para apurar o motivo da prisão do jornalista.

Cuiabá (MT) - Duas pessoas suspeitas de assassinar o jornalista Auro Ida foram presas em 17 de outubro. Segundo a assessoria da polícia, “o principal atirador foi preso juntamente com a pessoa que apresentou o assassino para o mandante do crime”. A investigação corre em sigilo de Justiça. O mandante do crime ainda não foi preso. Os dois acusados foram interrogados pela polícia na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e cumprirão prisão temporária de 30 dias. Acredita-se que o crime tenha motivação passional. Ida foi assassinado com seis tiros na frente da casa de sua namorada no bairro Jardim Fortaleza, em julho. O casal estava no carro quando foi atacado a tiros.

São Paulo (SP) – A cantora Wanessa Camargo e seu marido, o empresário Marcus Buaiz, ingressaram em 17 de outubro com uma ação criminal por injúria contra o humorista Rafinha Bastos. O comediante já é investigado por apologia ao estupro, além de ser citado em uma ação cível, também movida por Wanessa, no valor de R$ 100 mil. Em 19 de setembro, Bastos disse ao vivo no programa CQC, da Band, que “comeria” Wanessa e o seu bebê. Com esse comentário, Rafinha está afastado do programa.

Rio de Janeiro (RJ) I - A Band deve pagar cerca de R$ 30 mil ao cantor Marcelo Falcão, do Rappa, por danos materiais e morais. Quando namorava a atriz Deborah Secco, matérias veiculadas pela emissora insinuavam que ele traia a companheira, o que, para o artista, foi ofensivo e sem fundamentos. Segundo Falcão, reportagens afirmavam que ele estaria “circulando com uma mulher morena, ex-Big Brother Brasil”. Também foi dito que ele foi visto com uma dançarina “no maior chamego”. Em outra oportunidade, foi veiculado que ele agrediu uma criança que chorava em um avião.

Ji-Paraná (RO) - A Associação Rondoniense de Jornalistas (ARJ) emitiu nota demonstrando preocupação com as ameaças feitas por uma promotora contra o site de notícias “Comando 190”, em razão de sua linha editorial, voltada para assuntos policiais. A promotora Daniela Lima, da Promotoria de Defesa da Cidadania e Defesa do Consumidor, ameaça processar os responsáveis pela publicação, acusando-os de “crime de vilipêndio de cadáver” e “publicidade abusiva”, o que é considerado pela ARJ uma “clara tentativa de censura e ameaça à liberdade de expressão”. Segundo a promotora, o site estaria divulgando “fotos chocantes”.

Rio de Janeiro (RJ) II - A Justiça rejeitou a queixa-crime apresentada pela apresentadora Ana Maria Braga, da Rede Globo de Televisão, contra quatro jornalistas da revista Quem. Braga quer uma reparação em razão de uma matéria que afirmava ter havido um envolvimento entre ela e o dançarino Renato Zóia, durante sua participação no quadro “Dança dos Famosos”, do programa “Domingão do Faustão”, da Rede Globo. A juíza Aparecida Correia não entendeu que a reportagem possuía teor ofensivo contra a honra de Ana Maria Braga. A apresentadora promete recorrer.

Pelo mundo

Inglaterra - A News Corporation, grupo de Rupert Murdoch, dono do News of the Word, confirmou que pagará dois milhões de libras de indenização à família de uma jovem assassinada, vítima das escutas ilegais do semanário. O extinto News of the World é acusado de ter grampeado o telefone de Milly Dowler, que desapareceu em 2002 e foi encontrada morta. Além da indenização, Murdoch também vai doar um milhão de libras a seis organizações escolhidas pela família da jovem.

Ilhas Maurício - O editor-chefe Dharmanand Dooharika, do jornal semanal Samedi Plus, foi preso após ser acusado de desobedecer decisão do Supremo Tribunal. Dooharika foi levado para uma prisão na cidade de Beau-Basin, mesmo com o recurso ainda pendente de julgamento. A prisão ocorreu em razão de acusações do diretor da Promotoria Pública contra o jornalista. Durante um julgamento de um processo de fraude, o advogado Dev Hurnam acusou a Suprema Corte de imparcialidade. O diretor acusou o jornalista de “escandalizar publicamente a Suprema Corte, trazendo desrespeito à administração pública e, portanto, desobedecendo ao tribunal”. O juiz da Suprema Corte ainda condenou a empresa Poovanam Chetty of Contact Press Ltda. a pagar uma multa de 3.000 rúpias (US$ 10.300) e a Radio Plus, a uma multa de 200.000 rúpias (US$ 6.900). Ambas recorrem da sentença.

EUA I - A jornalista americana Kendra Marr pediu demissão do Politico, dias depois que editores do site foram alertados por uma repórter do New York Times de similaridades entre um texto seu, publicado em 26 de setembro, e um de Kendra, publicado em 10 de outubro. Depois do aviso, feito pela jornalista Susan Stellin, editores do Politico examinaram o trabalho de Kendra e encontraram trechos de matérias parecidos com artigos publicados em outros veículos. Foram encontrados sete exemplos de plágio. Os editores John Harris e Jim VandeHei publicaram um texto com links para os sete artigos assinados por Kendra corrigidos para citar suas fontes e creditar as informações, além de notas explicando as mudanças. Kendra trabalhou por dois anos no Washington Post antes de ser contratada pelo Politico, em agosto de 2009.

Venezuela - O governo multou em 18 de outubro o canal de TV Globovisión em R$ 3,8 milhões por seu “comportamento editorial” na cobertura da crise penitenciária no país no ano passado. A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) afirma que a indenização representa 7,5% da receita bruta da emissora, em 2010. De acordo com a Conatel, a emissora foi sensacionalista ao ouvir somente familiares de prisioneiros, que não teriam informações suficientes para saber o que realmente acontecia. A Globovisión ainda pode recorrer da decisão.

Portugal - O jornalista José Manuel Mestre, da TV SIC, foi absolvido pelo Tribunal da Relação do Porto no processo em que era acusado de difamação contra Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto. A sentença reafirmou a absolvição em outras instâncias num processo que se estende há 15 anos. Pinto da Costa poderá ainda recorrer ao Tribunal Constitucional em última instância. O presidente do F.C. Porto contesta uma entrevista realizada em 1996, em que o jornalista perguntou ao secretário geral da Uefa, Gerhard Aigner, por que Pinto da Costa (presidente da Liga de Clubes e presidente de um clube) sentava no banco, na frente do árbitro, quando este era “por inerência” seu patrão.

Costa Rica - O Colégio de Periodistas da Costa Rica (Colper) - associação de jornalistas - enviou uma carta à presidente Laura Chinchilla para pedir explicações sobre os obstáculos e intimidações praticados contra jornalistas durante eventos presidenciais. O ministro das Comunicações, Roberto Gallardo, negou que exista qualquer orientação do governo para impedir ou intimidar o trabalho da imprensa. Contrariando as afirmações do ministro, diversos profissionais denunciaram agressões, incluindo um repórter de TV, empurrado ao tentar se aproximar da presidente para fazer uma pergunta. Repórteres do jornal La Nación se queixaram de que a presidente se recusou a responder uma pergunta sobre sua popularidade.

Guiana - O presidente Bharrat Jagdeo adiou o início da suspensão da emissora de TV CNS, privada e de oposição. A princípio, a punição de quatro meses teria início em 3 de outubro, mas a data foi alterada para 1º de dezembro. A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) classifica o ato como “censura”. Segundo Jagdeo, a TV incitava a intolerância religiosa e por isso foi suspensa.

EUA II - A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) criticou a polícia de Nova Iorque por prender e cometer abusos contra profissionais de imprensa durante as manifestações “Ocupe Wall Street” . Segundo a entidade, apenas eram permitidos, durante os protestos, jornalistas com credenciais de imprensa, concedidas pela polícia segundo critérios próprios. A limitação na concessão de credenciais gerou dúvidas a respeitos dos critérios utilizados pela polícia, sobre “quem é e quem não é jornalista”. Natasha Lennard, colaboradora freelancer do blog do New York Times foi detida por cinco horas em um carro de polícia, por não ter a credencial de imprensa. Kristen Gwynne, da revista on-line AlterNet, sofreu a mesma repreensão. John Farley, da revista MetroFocus, ficou preso por oito horas, depois de ser detido enquanto cobria uma manifestação em setembro, mesmo com um documento que o identificava como 'imprensa'.

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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

TAMBOR DA ALDEIA 41 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil


Porto Velho (RO) - Integrantes do Comando de Greve da Universidade Federal de Rondônia (Unir) obstruíram o trabalho da imprensa, com gritos e ameaças aos profissionais que trabalhavam na cobertura da manifestação na manhã de 5 de outubro. Os manifestantes invadiram a sede do Campus Centro da Unir, mas não informaram o que pretendiam fazer. Os jornalistas foram impedidos de entrar no local. Os representantes do comando de greve protestam contra uma suposta “atitude ditatorial” do reitor da instituição.

Toledo (PR) - O carro do jornalista Sérgio Ricardo de Almeida da Luz, dono do semanal “Gazeta do Oeste”, foi atingido por seis tiros na manhã de 5 de outubro. O veículo estava estacionado em frente ao prédio onde mora o repórter, mas não havia ocupantes no momento do atentado. Almeida da Luz mantém um programa policial em uma rádio e relatou que há cerca de 60 dias investiga “gente da pesada”, especialmente um servidor público federal que teria evolução de patrimônio incompatível com o salário.

Russas (CE) - O radialista Francisco Cidimar Ferreira Sombra, da rádio comunitária Araibú FM, teve sua casa alvejada por tiros em 3 de outubro. A polícia trabalha com a hipótese de que a ação tenha sido um meio de intimidar o radialista, que não ficou ferido.

São Paulo (SP) - O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou em 6 de outubro que promoverá seminários, a partir de novembro, para debater a democratização dos meios de comunicação, com organizações, entidades e parlamentares. A discussão envolve o projeto de lei sobre o marco regulatório aos meios de comunicação. Em setembro, políticos e veículos de comunicação criticaram o PT por ter aprovado uma moção no 4° Congresso, em que pede o marco regulatório no setor. Pela proposta, o fim da propriedade cruzada e a proibição das concessões de rádio e TV a políticos seriam discutidos em Brasília. Dirigentes do partido querem enviar ao Congresso um projeto de lei esboçado pelo ministro das Comunicações do governo anterior. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, preocupou-se em dizer que “ninguém vai bisbilhotar a mídia” e que o projeto passará por consulta pública nos próximos meses.,

Pelo mundo

Honduras - O Instituto Internacional da Imprensa (IPI) alertou em 5 de outubro que 12 jornalistas latino-americanos estão ameaçados de morte e que a prática se tornou comum em países como Honduras e Peru, os campeões em casos de ameaças. Dos 85 assassinatos de jornalistas no mundo, 35 ocorreram na América Latina nos últimos 10 meses. O relatório do instituto apontou o continente como a região mais perigosa do mundo para repórteres e o México como o país mais perigoso para a imprensa em razão do número de assassinatos cometidos este ano.

Colômbia - Um homem identificado como “Fabián”, membro da organização criminosa Los Urabeños, declarou à emissora Radio Guatapurí, da cidade de Valledupar, que lhe haviam encomendado a morte de diversas pessoas, entre elas a da jornalista Ana María Ferrer. Ferrer é apresentadora do programa de televisão La Cuarta Columna, do Canal 12, conselheira editorial do jornal local El Pilón e chefe de comunicação do Comité de Seguimiento a la Inversión de Regalías (CSIR). A jornalista se declarou surpresa, pois não cobre temas judiciais ou policiais. De qualquer forma, a jornalista informou as ameaças ao Ministro do Interior e atualmente é escoltada pela polícia local.

México - O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) deu um ultimato ao governo mexicano para que investigue as mortes de jornalistas ocorridas no país. Segundo o órgão, a recomendação é para que “as autoridades dêem início imediato às investigações, com o objetivo de punir os assassinos”. Só em setembro, o México registrou quatro mortes de jornalistas que fizeram matérias sobre o crime organizado. Desde 2000, 80 foram mortos no país, sendo o último caso o da decapitação da editora do jornal Nuevo Laredo, Maria Elizabeth.

EUA - A locutora do programa de rádio “Democracy Now!”, Amy Goodman, e os produtores Nicole Salazaar e Sharif Abdel Kouddous serão indenizados em US$ 100 mil por terem sido detidos durante a Convenção Nacional do Partido Republicano de 2008. Cerca de 50 jornalistas e 800 manifestantes foram presos na ocasião, em razão dos protestos que ocorreram do lado de fora do local da convenção, em St. Paul, Minnesota. Os profissionais abriram um processo pela “repressão policial aos jornalistas”, que mantiveram mesmo após as denúncias serem retiradas em 2010. O governo dos EUA pagará US$ 10 mil, enquanto as cidades de St. Paul e Minneapolis arcarão com os outros US$ 90 mil. Além disso, terão de oferecer treinamento para que os policiais não desrespeitem o direito dos jornalistas de cobrir protestos.

Argentina - Uma emissora de rádio da cidade argentina de Zárate, ao norte de Buenos Aires, foi incendiada na madrugada de 30 de setembro. José Pepe Beronda, locutor e dono da rádio, informou que imagens das câmeras de segurança flagraram um homem jogando combustível e ateando fogo à emissora. A polícia local apura as circunstâncias do atentado.

Guiana - O presidente Bharrat Jagdeo ordenou a suspensão de transmissão da emissora hindu CNS6 por quatro meses, tempo que coincide com o período eleitoral no país. O dono do canal, Chandra Narine, é líder do partido de oposição e afirmou que a decisão resultará na demissão de 30 funcionários da TV.Em maio, o parlamentar e comentarista da emissora, Tony Vieira, criticou o bispo protestante e presidente da Comissão de Assuntos Éticos, Juan Edghill, por promover seus interesses no governo e não fazer o suficiente para a população católica. Edghill entrou com ação contra Vieira, o que resultou na suspensão da transmissão do canal para o qual o comentarista trabalha. Segundo a assessoria do político, foi recomendada a suspensão porque “o comentário [de Vieira] teve a intenção de incitar a intolerância religiosa e busca menosprezar os valores religiosos do país”.

Irã - Nasser Safarian e Mohsen Shahnazdar, dois dos seis cineastas independentes que foram detidos por autoridades iranianas, acusados de colaborar ilegalmente com a BBC, foram liberados em 9 de outubro. Em setembro, ambos haviam sido presos juntamente com Mojtaba Mirtahmasb, Hadi Afarideh, Shahnam Bazdar e Katayun Shahabi, acusados de fornecer vídeos e informações à rede britânica “com o objetivo de manchar a imagem do Irã e do povo”.
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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão.

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

Pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero

domingo, 2 de outubro de 2011

TAMBOR DA ALDEIA 40 ANO VI

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL E NO MUNDO
Notas do Brasil

São Paulo (SP) I - A Editora Três, responsável pela revista Isto É, obteve na 2ª Vara Cível da Lapa (SP) a decisão de improcedência da ação de danos morais ajuizada por Suzane Von Richthofen. Para a Justiça, Suzane, condenada por planejar e executar a morte dos pais ao lado do namorado, não conseguiu comprovar o dano causado pela reportagem “Feliz Aniversário Suzane”. Ela cobrava R$ 50 mil de indenização após alegar que sofreu represálias de outras detentas da Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto, após a veiculação da matéria. 

São Paulo (SP) II - A Folha de São Paulo ganhou parcialmente o processo contra o blog falhadespaulo.com.br, que satirizava o jornal. Segundo a 29ª Vara Cível do Foro Central, o blog deve continuar fora do ar, por vincular, em sua página, o link e promoção de um veículo concorrente do jornal. Apesar desta decisão, a Justiça derrubou algumas contestações da Folha, como uso indevido da marca do jornal da família Frias.

Rio de Janeiro (RJ) I - O repórter Felipe Werneck, da sucursal Rio do jornal O Estado de São Paulo, foi detido em 25 de setembro por policiais da Delegacia de Atendimento a Turistas (Deat), no bairro do Leblon. O jornalista foi preso após questionar o pedido de retirada da imprensa da delegacia, na cobertura que apurava um assalto ao albergue Eco Arco Verde, na Ladeira do Leme, em Copacabana, na mesma região. Depois de sentir-se hostilizado e responder à provocação de um policial, o repórter foi levado, sob acusação de desacato, para a 14ª Delegacia onde prestou depoimento e foi liberado após três horas. O caso gerou a abertura de um termo circunstanciado com a acusação de desacato.

Rio de Janeiro (RJ) II - O jornalista e fotógrafo José Aveline Neto, editor da revista esportiva Gool, deve ser indenizado em R$ 10 mil pelo ex-jogador Ronaldo Nazário, por decisão da Justiça carioca. Durante a Copa do Mundo de 2002,  Ronaldo pediu a seguranças que tirassem a câmera fotográfica de Aveline que pretendia registrar os jogadores em uma festa na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul, após a goleada de 4 a 0 da seleção brasileira sobre a China.

Nova Lima (MG) - A 65ª edição da revista Viver Brasil pode voltar a circular na cidade, no entendimento do desembargador Estevão Lucchesi, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça mineiro. Em 6 de setembro, a publicação foi suspensa por trazer a matéria “Mina de denúncias”, que apresentava supostas irregularidades administrativas ocorridas durante o mandato do prefeito Carlos Rodrigues (PT). Na ocasião, a juíza Adriana Rabelo entendeu que a matéria teria “excedido o fim social de informar”.

Pelo mundo

México – A editora María Elizabeth Macías Castro, do jornal Primera Hora, foi morta em 24 de setembro. O corpo da jornalista foi jogado em um parque e sua cabeça colocada em cima de uma pedra, com uma nota que dizia “Nuevo Laredo Live e outras redes sociais, eu sou a ‘Garota de Laredo’ [em referência ao apelido usado por María, La Nena de Nuevo Laredo, na web] e estou aqui por conta das minhas e das suas matérias. Para aqueles que não querem acreditar, isto aconteceu comigo por causa das minhas ações. Obrigada pela atenção. Com respeito, ‘Garota de Laredo’... ZZZZ”. O “ZZZZ” sugere ligação com o cartel Zetas. María costumava usar o pseudônimo em redes sociais para denunciar o crime organizado na cidade de Nuevo Laredo. Ela é a quarta jornalista mulher assassinada no México desde o começo do ano.

China – O repórter Ji Xuguang, do jornal Southern Metropolis Daily foi detido após noticiar um crime brutal – mais de duas semanas após a prisão do suspeito. O jornal publicou matéria que informava que um homem da cidade de Luoyang, na província de Henan, havia mantido seis mulheres presas em um abrigo subterrâneo e assassinado duas delas. Oficialmente, o homem, identificado como Li Hao, foi preso sob acusação de “revelar segredos de estado”.

Argentina – Os locutores Gloria Seco e Claudio Ruiz, da Radio Ciudad, da cidade de San Ramón de la Nueva Orán, em Salta, na região norte, receberam ameaças quatro dias depois de apresentarem denúncias sobre o narcotráfico no programa “Arriba todo el mundo”. Segundo os jornalistas, as ameaças foram feitas por matadores de aluguel, após eles entrevistarem um juiz sobre a rapidez com que são liberadas as pessoas detidas com drogas.

Peru - Os apresentadores Segundo Alvines e Braulio Rojas, do programa Hits Star Noticias, da rádio Hits Star, na cidade de Bagua, região norte do país, receberam em casa folhetos com ameaças de morte. Os jornalistas foram orientados a deixar o noticiário, sob pena de serem assassinados. Ele receberam no programa um homem que denunciou supostos pagamentos irregulares autorizados pelo prefeito de Bagua. Os jornalistas prestaram queixa à polícia.

França - O chefe da polícia francesa, Frederic Pechenar, e o chefe do serviço de inteligência do país, Bernard Squarcini, serão interrogados por suposta espionagem de jornalistas do Le Monde. Ainda não foi divulgado se os agentes participarão da investigação como testemunhas ou como potenciais suspeitos de grampear telefones dos profissionais do diário. Segundo a polícia, os jornalistas foram monitorados para descobrir se acusações contra o presidente Nicolas Sarkosy sobre um esquema milionário de financiamento, que ele desenvolveria com Liliane Bettencourt, dona da L'Oreal, eram verdadeiras.

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A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.

O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão. 

Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa, Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional de Jornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.online.pt)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se, Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.

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